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Governo propõe novos gatilhos para controle de gastos obrigatórios

Projeto em tramitação no Congresso busca conter despesas obrigatórias e gerar economia de R$ 10 bilhões para sinalizar ajuste fiscal ao mercado.

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Foto: G1 - Economia
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12/08 às 18:15 · atualizado 19/09 às 18:51

Pontos principais

  • A proposta limita o crescimento de despesas obrigatórias criadas por legislação ordinária em cenários de déficit primário.
  • O governo planeja excluir receitas do petróleo do cálculo de gastos obrigatórios com saúde para evitar aumentos automáticos.
  • Os gatilhos fiscais permanecerão ativos até que o governo alcance um superávit primário anual.
  • A medida tem potencial de gerar uma economia de R$ 10 bilhões no orçamento do próximo ano.
  • O texto foi incluído em um projeto sobre compensação de benefícios tributários e aguarda votação no Congresso.

A equipe econômica do governo federal apresentou novas medidas de controle de gastos públicos, inseridas em um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional. O objetivo central da proposta é estabelecer gatilhos que limitem o crescimento de despesas obrigatórias, especialmente aquelas criadas por legislação ordinária, sempre que houver projeção de déficit primário. A iniciativa é vista como um movimento estratégico para sinalizar compromisso com a responsabilidade fiscal aos investidores e agentes econômicos.

Entre os pontos principais, a proposta prevê a exclusão das receitas provenientes da venda de petróleo do cálculo de gastos obrigatórios destinados à saúde, evitando assim pressões de reajustes automáticos. Segundo estimativas da Fazenda, a implementação dessas travas pode gerar uma economia de aproximadamente R$ 10 bilhões no orçamento do próximo ano. A medida, que conta com apoio do Executivo, busca estabilizar as contas públicas e melhorar a percepção do mercado sobre a trajetória da dívida brasileira, sendo tratada como prioridade na agenda legislativa atual.

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