Governo propõe novos gatilhos para controle de gastos públicos
Proposta em tramitação no Congresso visa limitar despesas obrigatórias e buscar ajuste fiscal para alcançar superávit primário.
Pontos principais
- A medida limita o crescimento de despesas obrigatórias criadas por legislação ordinária em cenários de déficit.
- A estimativa é de que o controle gere uma economia de R$ 10 bilhões no orçamento do próximo ano.
- O projeto exclui receitas do petróleo do cálculo de gastos obrigatórios com saúde para evitar reajustes automáticos.
- Os gatilhos de contenção permanecerão ativos até que o governo atinja o superávit primário anual.
- O texto foi incluído em um projeto sobre compensação de benefícios tributários com votação prevista para esta semana.
A equipe econômica do governo apresentou novas propostas para o controle de gastos públicos, inseridas em um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional. O objetivo central é conter o avanço das despesas obrigatórias, sinalizando ao mercado um compromisso mais rigoroso com o ajuste fiscal. Entre as medidas, destaca-se a exclusão das receitas do petróleo do cálculo de gastos obrigatórios na área da saúde, evitando aumentos automáticos de despesas. A expectativa é de que a implementação desses gatilhos resulte em uma economia de aproximadamente R$ 10 bilhões para o orçamento do próximo ano. A proposta, que deve ser votada ainda nesta semana, estabelece que as restrições orçamentárias permaneçam em vigor até que o governo consiga reverter o cenário de déficit e alcançar o superávit primário anual, reforçando a estratégia de sustentabilidade das contas públicas.
Comentários
Carregando comentários...
