Governo projeta estabilização da dívida pública até 2030
O ministro Dario Durigan afirmou que o governo foca na redução de gastos obrigatórios para estabilizar a dívida pública nos próximos anos.
Pontos principais
- Dario Durigan classificou a estabilização da relação dívida/PIB como a etapa final do ajuste fiscal.
- O governo estima alcançar superávits primários entre 2028 e 2029, com queda da dívida a partir de 2030.
- A gestão atribui o crescimento recente da dívida aos juros da taxa Selic, e não ao resultado primário.
- O plano fiscal futuro prioriza a revisão de benefícios e gastos obrigatórios, descartando novos aumentos de impostos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou o compromisso do governo com o ajuste fiscal, definindo a estabilização da dívida pública como o principal desafio da atual gestão. Segundo o ministro, o aumento recente do endividamento é impulsionado pelos patamares elevados da taxa Selic, e não por falhas no resultado primário. Para reverter esse cenário, o governo projeta atingir superávits primários entre 2028 e 2029, estabelecendo uma trajetória de queda para a dívida a partir de 2030. A estratégia econômica para os próximos anos foca na contenção de gastos obrigatórios e na revisão de benefícios sociais, sem a previsão de novos aumentos de tributos. Além disso, o governo planeja utilizar receitas provenientes do setor de petróleo para subsidiar combustíveis e recompor a renda das famílias brasileiras, buscando equilibrar o desenvolvimento social com a responsabilidade fiscal.
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