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Ata do Copom reforça juros altos devido à pressão da demanda interna

O Banco Central mantém postura restritiva na política monetária, apontando que a demanda aquecida e o mercado de trabalho pressionam a inflação, limitando o espaço para cortes na Selic.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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11/08 às 09:15 · atualizado 16:32

Pontos principais

  • O Copom reduziu a taxa Selic para 14% ao ano, mantendo o compromisso com a convergência da inflação à meta.
  • A ata do Banco Central destaca que a demanda interna aquecida continua sendo o principal fator de pressão sobre os preços.
  • O mercado de trabalho aquecido mantém a inflação de serviços resistente, dificultando a desinflação mais rápida.
  • A autoridade monetária avalia que a política de aperto está surtindo efeito, mas exige cautela contínua.
  • Riscos fiscais, a estabilização da dívida pública e o crescimento do crédito direcionado preocupam a instituição.
  • O cenário internacional instável, influenciado por conflitos e pela política econômica dos EUA, eleva a percepção de risco.
  • Apesar da desaceleração recente, a inflação ao consumidor permanece acima do limite superior da meta oficial.

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada pelo Banco Central, reafirmou a necessidade de manter a taxa Selic em patamares restritivos para assegurar o controle inflacionário. Segundo o documento, embora a economia apresente sinais de moderação gradual, a demanda interna aquecida e a resiliência do mercado de trabalho continuam pressionando os índices de preços, especialmente no setor de serviços. A autoridade monetária sinalizou que, apesar da recente redução da taxa básica de juros para 14% ao ano, a política monetária deve permanecer em nível contracionista para garantir que a inflação convirja para as metas estabelecidas.

Além dos fatores internos, o Banco Central destacou que a condução da política econômica enfrenta desafios adicionais, como a incerteza sobre a estabilização da dívida pública e o impacto do crédito direcionado. O cenário externo também é monitorado com cautela, dada a instabilidade geopolítica no Oriente Médio e as diretrizes econômicas dos Estados Unidos sob a gestão do presidente Donald Trump. Para analistas, a combinação desses riscos fiscais e externos, somada à baixa capacidade ociosa da economia, limita o espaço para cortes mais agressivos na taxa de juros no curto prazo, mantendo o foco da instituição na vigilância constante contra choques de oferta e volatilidade cambial.

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