Banco Central mantém vigilância contra efeitos secundários da inflação
O Copom reforça monitoramento de choques de oferta e riscos fiscais para garantir a convergência da inflação à meta, mantendo cautela sobre a Selic.
Pontos principais
- O Banco Central declarou que reagirá com firmeza caso choques de oferta, como a volatilidade do petróleo, gerem efeitos de segunda ordem na inflação.
- A autoridade monetária aponta que a política fiscal impacta a percepção de sustentabilidade da dívida e pressiona a curva de juros.
- O Comitê não sinalizou os próximos passos para a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, mantendo a decisão dependente de indicadores econômicos.
- Projeções de inflação do mercado financeiro para os próximos anos permanecem acima da meta central de 3%.
Em sua ata mais recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou que manterá uma postura vigilante diante de choques de oferta, especialmente a volatilidade do petróleo. O Banco Central esclareceu que, embora não pretenda reagir aos efeitos primários imediatos, intervirá com firmeza caso identifique sinais de contaminação persistente na inflação brasileira, caracterizando efeitos de segunda ordem. Além do cenário externo, a autoridade monetária destacou que a política fiscal exerce pressão sobre a percepção de sustentabilidade da dívida e a curva de juros. Com a taxa Selic em 14% ao ano após quatro cortes consecutivos, o BC evitou sinalizar a direção para a próxima reunião, reforçando que a estratégia de convergência da inflação à meta permanece dependente da evolução dos indicadores econômicos e das expectativas do mercado, que seguem acima da meta central de 3% para os próximos anos.
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