Governo Milei recua em proposta de venda de terras para estrangeiros
Pressão popular e política força o governo argentino a retirar projeto que elevaria o limite de posse de terras por estrangeiros no país.
Pontos principais
- O projeto pretendia aumentar de 15% para 25% o limite de terras que estrangeiros poderiam possuir em cada província.
- A mobilização foi impulsionada por artistas, governadores e ex-combatentes, utilizando a causa das Ilhas Malvinas como símbolo.
- A vice-presidente Victoria Villarruel e senadores de diversos partidos se opuseram à medida, inviabilizando sua aprovação.
- O governo mantém a tramitação de outros pontos da Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada, como a venda de áreas atingidas por incêndios.
O governo do presidente Javier Milei retirou do Senado a proposta que visava ampliar a estrangeirização de terras na Argentina. O projeto, que buscava elevar o limite de posse de terras por estrangeiros de 15% para 25% por província, enfrentou forte resistência de setores da sociedade civil e da classe política. A mobilização popular, que evocou o sentimento nacionalista em torno das Ilhas Malvinas, foi decisiva para o recuo do Executivo. A pressão de governadores sobre senadores de seus estados, somada à oposição da vice-presidente Victoria Villarruel, tornou a aprovação da medida politicamente inviável no momento. Apesar do revés, o governo argentino continua avançando com outros pontos da Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada, incluindo a flexibilização para a venda de áreas protegidas que foram afetadas por incêndios florestais.
Comentários
Carregando comentários...
