Confiança no governo Milei atinge menor nível desde o início da gestão
O Índice de Confiança no Governo argentino caiu 6,5% em julho, refletindo desgaste interno e tensões diplomáticas com o Brasil.
Pontos principais
- O Índice de Confiança no Governo (ICG) recuou para 1,94 ponto em julho, o menor patamar desde o início do mandato.
- A avaliação da eficiência da administração pública foi o indicador que apresentou o maior declínio no mês.
- A pesquisa da Universidade Torcuato Di Tella aponta perda de apoio expressiva entre jovens de 18 a 29 anos.
- A Grande Buenos Aires registra atualmente a pior avaliação da gestão de Javier Milei no país.
- O resultado ocorre após a participação de Milei em evento político no Brasil, onde criticou autoridades brasileiras.
- Cerca de 79% dos argentinos acreditam em uma campanha global contra o país, segundo consultoria Trespuntozero.
- Exportações brasileiras para a Argentina caíram 18,1% nos últimos 12 meses em meio à crise diplomática.
O governo do presidente argentino Javier Milei enfrenta seu momento de menor popularidade desde a posse, segundo dados divulgados pela Universidade Torcuato Di Tella. O Índice de Confiança no Governo (ICG) registrou uma queda de 6,5% em julho, atingindo 1,94 ponto. O levantamento destaca que a percepção de ineficiência na administração pública foi o fator determinante para o recuo, com uma perda de suporte particularmente acentuada entre o eleitorado jovem e na região da Grande Buenos Aires.
Este cenário de desaprovação interna coincide com um período de instabilidade nas relações exteriores e tensões diplomáticas, especialmente com o Brasil. Após a participação de Milei em uma convenção do Partido Liberal (PL) em São Paulo, onde o mandatário argentino proferiu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes, a repercussão negativa nas redes sociais brasileiras atingiu 84,3% das menções. Paralelamente, a balança comercial entre os dois países sofreu impacto, com uma redução de 18,1% nas exportações brasileiras para a Argentina no último ano, evidenciando que o desgaste político e a retórica de Milei reverberam tanto na economia quanto na opinião pública.
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