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Durigan rebate GDF e nega inércia da União na crise do BRB

O ministro da Fazenda criticou alegações do governo distrital e cobrou um plano de negócios para viabilizar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao banco.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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06/08 às 20:15 · atualizado 23:31

Pontos principais

  • Dario Durigan classificou como infundada a acusação de inércia feita pelo GDF contra o governo federal.
  • O impasse envolve a liberação de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito para capitalizar o BRB.
  • A equipe econômica exige um plano de negócios viável para avançar nas negociações financeiras.
  • O ministro do STF, Luiz Fux, marcou uma audiência de conciliação entre as partes para o dia 13 de agosto.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou profunda insatisfação com as críticas recentes do Governo do Distrito Federal (GDF) sobre uma suposta inércia da União na busca por soluções para a crise do Banco de Brasília (BRB). Durigan rebateu as alegações, classificando-as como descabidas e reforçando que a responsabilidade pela gestão e pela estruturação da operação de socorro cabe, primordialmente, ao governo distrital. Segundo o ministro, a equipe econômica tem mantido uma postura técnica, mas a retórica do GDF tem gerado atritos nas tratativas em curso.

No centro da disputa está a necessidade de um plano de negócios crível que convença o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a liberar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para a instituição. O cenário é agravado por problemas internos do banco, ligados a ativos falsos do Banco Master. Com a tensão elevada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, agendou uma audiência de conciliação para o dia 13 de agosto. Durigan confirmou presença no encontro, onde pretende reiterar que os termos estabelecidos anteriormente no STF são definitivos e que a viabilidade financeira do BRB depende exclusivamente da apresentação de um projeto sólido pelo governo local.

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