Governo federal descarta aporte para salvar Banco de Brasília
Ministério da Fazenda nega uso de recursos públicos no BRB e foca em operação de crédito via FGC para evitar o colapso da instituição.
Pontos principais
- O governo federal descartou o uso de verbas da União para socorrer o Banco de Brasília (BRB).
- A solução em análise envolve uma operação de crédito estruturada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
- O governo do Distrito Federal busca ampliar sua capacidade de endividamento de R$ 900 milhões para R$ 5 bilhões.
- Parlamentares do PT reuniram-se com o ministro Dario Durigan para discutir a viabilidade e os riscos de liquidação do banco.
- A gestão do BRB segue sob escrutínio de parlamentares devido a questionamentos sobre transparência em contratos de patrocínio.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assegurou a parlamentares, incluindo integrantes da bancada do PT, que o governo federal não utilizará recursos da União para socorrer o Banco de Brasília (BRB). A posição reforça a diretriz de que o resgate da instituição não contará com aporte direto do Tesouro Nacional. A estratégia para evitar a liquidação ou privatização do banco, conforme alertado por parlamentares como a deputada Erika Kokay, foca atualmente em uma operação de crédito via Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que segue em análise por um consórcio bancário.
Paralelamente, o governo do Distrito Federal pleiteia elevar sua capacidade de endividamento de R$ 900 milhões para R$ 5 bilhões, respeitando os limites de 16% autorizados pelo Senado Federal. O processo de ajuste fiscal do DF e os termos do empréstimo devem ser debatidos em novas rodadas de negociação. Enquanto a solução financeira é estruturada, a gestão do BRB continua sob forte escrutínio no Congresso, com parlamentares questionando a transparência em contratos de patrocínio esportivo, como o firmado com o Flamengo, que permanecem no centro das críticas sobre a governança da instituição.
Comentários
Carregando comentários...
