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Celina Leão busca aval do STF para empréstimo bilionário ao BRB

Governo do DF e União avançam em acordo mediado pelo STF para socorrer o BRB, com ampliação do limite de crédito e garantias de um consórcio bancário.

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Foto: InfoMoney
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26/05 às 12:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Distrito Federal busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para estabilizar o BRB após prejuízos com ativos do Banco Master.
  • O Ministério da Fazenda autorizou a ampliação do limite de crédito do DF para viabilizar o plano de socorro.
  • A operação contará com garantias fornecidas por um consórcio de bancos públicos e privados, com o FGC integrando a estrutura.
  • O BRB enfrenta risco de liquidação e sanções do Banco Central pelo atraso na publicação do balanço de 2025.
  • O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, seguem presos por investigações de corrupção.
  • O acordo está sendo mediado pelo STF, com uma nova reunião agendada para a próxima quinta-feira para a conclusão dos termos.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, intensificou as tratativas no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB). O socorro financeiro é considerado urgente pela cúpula do banco para evitar a liquidação e cobrir prejuízos decorrentes da compra de ativos do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central sob acusações de fraude. O cenário de crise é agravado por sanções aplicadas ao BRB devido ao atraso na publicação do balanço financeiro de 2025, enquanto a instituição tenta reverter um déficit acumulado de R$ 2,7 bilhões.

Em desdobramento recente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo federal autorizou a ampliação do limite de crédito do Distrito Federal para permitir a operação. Diferente de uma garantia direta da União, o modelo estruturado prevê que as garantias para o empréstimo sejam fornecidas por um consórcio de bancos públicos e privados, contando com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como parte da estrutura. Como contrapartida, o governo federal sinalizou a flexibilização de critérios do plano de ajuste fiscal local, permitindo que o DF ultrapasse o limite atual de R$ 900 milhões em operações de crédito.

O acordo, mediado pelo STF, representa uma solução técnica para evitar o colapso do banco regional. A expectativa é que os detalhes finais sejam definidos em uma nova audiência de conciliação agendada para a próxima quinta-feira. Paralelamente, o caso mantém desdobramentos criminais significativos, com a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do empresário Daniel Vorcaro, ambos investigados por corrupção no âmbito das operações que levaram a instituição à atual fragilidade financeira.

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