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Fux marca audiência para destravar empréstimo de R$ 6,6 bi ao BRB

O ministro Luiz Fux convocou audiência para resolver o impasse sobre o repasse de R$ 6,6 bilhões ao BRB, após o DF acusar a União de inércia.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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05/08 às 20:33 · atualizado 06/08 às 08:04

Pontos principais

  • O ministro Luiz Fux, do STF, agendou para o dia 13 de agosto uma audiência de conciliação entre o governo do Distrito Federal e a União.
  • O objetivo é viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para a capitalização do BRB.
  • O governo do DF alega que a União não tem cumprido os termos de um acordo homologado em maio para o socorro financeiro da instituição.
  • O banco enfrenta grave crise financeira e não publica balanços desde novembro de 2025, em meio a investigações sobre operações com o Banco Master.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o próximo dia 13 de agosto uma audiência de conciliação para tentar destravar o repasse de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB). A medida atende a um pedido do governo do Distrito Federal, que acusa a União e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de inércia no cumprimento de um acordo de capitalização homologado pela Corte em maio deste ano. O encontro contará com a presença de representantes do Ministério da Fazenda, do Banco Central e do Ministério Público Federal para discutir o impasse.

A injeção de recursos é considerada vital para a estabilidade do BRB, que sofre com a fragilidade de seu patrimônio após prejuízos bilionários em operações com o Banco Master. O cenário de crise é agravado por investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras envolvendo a instituição. Devido à instabilidade, o banco suspendeu a publicação de seus balanços patrimoniais desde novembro de 2025. O governo local sustenta que a liberação do crédito depende apenas de ajustes nos limites do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF), enquanto busca utilizar valores recuperados judicialmente para garantir o pagamento do empréstimo junto ao FGC.

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