Dario Durigan aponta juros altos como principal gargalo da economia
O ministro da Fazenda defende a harmonização entre política fiscal e monetária para reduzir o impacto da Selic sobre o investimento privado.
Pontos principais
- Dario Durigan classificou a taxa Selic em 14,25% como o maior entrave para o crescimento econômico e o investimento privado no Brasil.
- O ministro refutou críticas sobre a responsabilidade da Fazenda na alta dos juros, defendendo a necessidade de um debate técnico sobre o tema.
- Economistas apontam que o descompasso entre a política de gastos do governo e a estratégia monetária dificulta o controle da inflação.
- O governo federal planeja implementar medidas de contenção de gastos e revisão de benefícios para cumprir as metas fiscais futuras.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o nível atual da taxa Selic, fixada em 14,25%, representa o principal gargalo para o desenvolvimento econômico do país. Segundo o ministro, os juros elevados prejudicam o investimento privado e pressionam o custo da dívida pública, rejeitando a tese de que a pasta da Fazenda seria a responsável pelo cenário atual. Durigan defendeu a necessidade de uma maior harmonização entre a política fiscal e a monetária para estabilizar a economia.
Em contrapartida, analistas do mercado financeiro argumentam que a falta de sintonia entre o aumento dos gastos públicos e a política de juros dificulta o controle da inflação. Para mitigar essas tensões, o governo federal tem sinalizado a implementação de ajustes fiscais, focados na contenção de despesas e na revisão de benefícios, visando garantir a sustentabilidade do arcabouço fiscal e o cumprimento das metas de superávit nos próximos anos.
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