Dino dá 10 dias para governo e Congresso definirem regras sobre emendas
Ministro do STF exige que Executivo e Legislativo apresentem proposta de responsabilização de parlamentares pela destinação e fiscalização de emendas.
Pontos principais
- O ministro Flávio Dino determinou que o governo federal, a Câmara e o Senado detalhem as responsabilidades na execução de emendas.
- A decisão estabelece um prazo de dez dias para a apresentação de uma matriz de responsabilidades sobre o ciclo da despesa pública.
- Dino defende que parlamentares que indicam verbas devem ser considerados 'ordenadores de despesas anômalos' e responder por eventuais irregularidades.
- A medida visa aumentar a transparência e a rastreabilidade dos recursos, combatendo desvios de finalidade apontados por CGU e TCU.
- Após a entrega da proposta, AGU e PGR terão cinco dias cada para emitir pareceres antes da análise pelo Plenário do STF.
- A determinação ocorre no âmbito da ADI 7995, que questiona a constitucionalidade e a execução das emendas impositivas.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal e as cúpulas do Congresso Nacional apresentem, em um prazo de dez dias, uma proposta detalhada sobre a responsabilidade de parlamentares na gestão e aplicação de emendas orçamentárias. A decisão, proferida no âmbito da ADI 7995, exige a criação de uma matriz que identifique claramente os agentes envolvidos em todas as etapas do pagamento e execução desses recursos públicos.
O magistrado argumenta que a indicação de verbas não pode eximir o parlamentar da responsabilidade sobre a boa ou má aplicação do dinheiro, sugerindo que os congressistas atuem como 'ordenadores de despesas anômalos'. A medida é uma resposta a relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU), do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Polícia Federal, que apontaram falhas recorrentes na rastreabilidade e desvios de finalidade na execução orçamentária. O caso tramita em rito de urgência e, após a apresentação da proposta pelas partes, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão cinco dias cada para se manifestar antes do julgamento definitivo pelo Plenário da Corte.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Dino propõe ampliar responsabilização de parlamentares por emendas
Agência Brasil - EBC • 29 jul, 15:49
Dino determina que Lula e Congresso especifiquem responsabilidade sobre emendas
InfoMoney • 29 jul, 12:20
Dino sinaliza que parlamentar pode ser punido por não fiscalizar emendas e cobra dados do Congresso
Folha de São Paulo - Política • 29 jul, 11:30
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
