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Carlos Bolsonaro critica militarização do governo de seu pai

Carlos Bolsonaro aponta excesso de militares na gestão anterior como erro, enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta restrições de visitas ao pai.

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Foto: G1 Política
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13/07 às 21:15 · atualizado 14/07 às 09:03

Pontos principais

  • Carlos Bolsonaro afirmou que a nomeação de militares para cargos civis foi um erro estrutural da gestão de Jair Bolsonaro.
  • O ministro Alexandre de Moraes proibiu Flávio Bolsonaro de visitar o pai por 90 dias após a divulgação de uma carta política.
  • A defesa de Jair Bolsonaro passará a mediar a comunicação entre o ex-presidente e a campanha eleitoral de Flávio.
  • Flávio Bolsonaro declarou que pretende ser diplomado presidente em 2027 com a entrega da faixa por seu pai.
  • Dados do Ipea apontam que a presença de militares em cargos civis cresceu 193% entre 2013 e 2021.

O cenário político em torno da família Bolsonaro enfrenta novos desdobramentos com críticas internas e restrições judiciais. Durante agenda em Timbó (SC), Carlos Bolsonaro classificou a militarização do governo de seu pai como um dos maiores erros da gestão, atribuindo o fenômeno à falta de estrutura na equipe. O pré-candidato ao Senado defendeu que, em uma eventual gestão de seu irmão, Flávio Bolsonaro, o modelo de ocupação de cargos será estritamente técnico, distanciando-se da estratégia adotada entre 2019 e 2022, período em que pastas como Saúde e Economia registraram alta ocupação por oficiais.

Paralelamente, a campanha de Flávio Bolsonaro lida com o isolamento imposto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O ministro Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai após a leitura de uma carta que violou restrições ao uso de redes sociais. Com a ausência de Michelle Bolsonaro na linha de frente e o afastamento de Flávio, a equipe jurídica do ex-presidente assumirá a mediação das orientações políticas. Apesar das restrições, Flávio reafirmou sua pré-candidatura à presidência, declarando que espera ser diplomado em 2027 com a faixa entregue por seu pai.

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