Governo descarta retaliação aos EUA e avalia Lei de Reciprocidade
O ministro Dario Durigan afirmou que o Brasil não adotará retaliações, focando em medidas de reciprocidade após a imposição de tarifas de 25% pelos EUA.
Pontos principais
- O governo brasileiro descarta o uso do termo 'retaliação' nas negociações comerciais com os Estados Unidos.
- A administração federal estuda a aplicação da Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso, como resposta ao tarifaço.
- Tarifas de 25% sobre US$ 11 bilhões em exportações brasileiras entram em vigor no dia 22 de julho.
- O ministro Dario Durigan reforçou que o Pix é uma infraestrutura pública e não será objeto de negociações.
- O governo planeja consultar setores econômicos afetados antes de definir qualquer medida de resposta.
- Autoridades brasileiras defendem que a taxação americana carece de fundamentos técnicos e é motivada por interesses políticos.
- A estratégia oficial inclui a diversificação de mercados de exportação para mitigar impactos econômicos.
O governo brasileiro adotou uma postura cautelosa diante da imposição de tarifas de 25% sobre produtos nacionais pelos Estados Unidos, medida que entra em vigor no próximo dia 22 de julho. Em declarações recentes, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizou que o termo 'retaliação' está fora da mesa de negociações, sinalizando que o Executivo busca uma abordagem técnica e diplomática para lidar com o cenário. Em vez de uma resposta imediata, o governo estuda a aplicação da Lei de Reciprocidade, instrumento aprovado pelo Congresso que permite sanções comerciais proporcionais, como restrições a importações ou suspensão de patentes.
A estratégia do Palácio do Planalto envolve consultas diretas com os setores da economia mais impactados pela decisão da administração de Donald Trump. O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou que o Brasil mantém o diálogo aberto com Washington e defende as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Paralelamente, o Ministério da Fazenda busca blindar infraestruturas estratégicas, como o Pix, garantindo que o sistema de pagamentos brasileiro não seja incluído em qualquer discussão de natureza comercial ou política.
Analistas de mercado observam que a incerteza sobre a relação bilateral tem pressionado o câmbio e a curva de juros, elevando o prêmio de risco para investimentos no país. Enquanto o governo avalia o momento adequado para aplicar medidas de reciprocidade, a ApexBrasil prepara um programa de R$ 130 milhões para diversificar destinos de exportação, buscando reduzir a dependência do mercado americano. A expectativa é que o governo mantenha negociações nos próximos meses para tentar reverter o impacto das tarifas, que o governo brasileiro classifica como uma punição injusta e sem fundamentos técnicos.
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