Hugo Motta defende reciprocidade após EUA anunciarem tarifas de 25%
O governo dos EUA impôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, levando o presidente da Câmara a defender medidas de retaliação comercial.
Pontos principais
- Tarifas de 25% sobre produtos brasileiros entram em vigor no dia 22 de julho.
- A medida americana impacta cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA.
- Setores de aço, alumínio e automotivo são os mais atingidos, com taxas de até 50%.
- O impacto financeiro estimado para o Brasil é de US$ 7,4 bilhões anuais.
- Hugo Motta defende o uso da Lei da Reciprocidade como resposta ao protecionismo.
O governo dos Estados Unidos anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros, fundamentando a decisão na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A medida, que entra em vigor em 22 de julho, deve afetar aproximadamente 18% das exportações nacionais para o mercado americano, com setores estratégicos como aço, alumínio e o segmento automotivo enfrentando taxas que podem chegar a 50% em itens específicos. O impacto financeiro projetado pelo Ministério do Desenvolvimento é de US$ 7,4 bilhões, baseando-se em dados de 2024. Em resposta, o presidente da Câmara, Hugo Motta, classificou a decisão como protecionista e defendeu a aplicação da Lei da Reciprocidade. A proposta visa retaliar a medida americana, elevando a tensão comercial entre os dois países e gerando incertezas sobre o fluxo de exportações brasileiras para o mercado dos EUA.
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