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EUA definem hoje sobretaxas de até 37,5% para produtos brasileiros

O governo dos Estados Unidos decide nesta quarta-feira a imposição de tarifas sobre mais de 4 mil produtos brasileiros, impactando setores como aço e químicos.

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Foto: Times Brasil
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15/07 às 06:15 · atualizado há 8min

Pontos principais

  • O governo dos EUA conclui hoje uma investigação da Seção 301 que pode aplicar tarifas de 25% a 37,5% sobre produtos nacionais.
  • A medida é motivada por disputas sobre comércio digital, propriedade intelectual, o sistema Pix e questões trabalhistas.
  • Cerca de 4.187 produtos brasileiros estão sob risco, com destaque para ferro-gusa, açúcar, madeira, calçados e têxteis.
  • O Brasil é o principal fornecedor dos EUA em 11 das 13 mercadorias mais afetadas pela possível barreira comercial.
  • O Ministério da Fazenda avalia medidas de defesa comercial e a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica em resposta.
  • Especialistas alertam que a implementação das tarifas pode levar até 180 dias, abrindo espaço para negociações técnicas.
  • A CNI aponta que as sobretaxas podem prejudicar cadeias produtivas integradas e a relação comercial bilateral entre os países.

O governo dos Estados Unidos define nesta quarta-feira, 15 de julho, a aplicação de novas sobretaxas sobre mais de 4 mil produtos brasileiros. A medida, que pode elevar os custos de importação em até 37,5%, é resultado de investigações conduzidas pelo USTR sob a Seção 301, focadas em práticas comerciais, propriedade intelectual, o funcionamento do sistema Pix e normas trabalhistas. A expectativa é que a decisão reflita a postura protecionista da gestão do presidente Donald Trump, visando a segurança econômica e geopolítica norte-americana.

Para o Brasil, o impacto é significativo, uma vez que o país é o principal fornecedor dos EUA em diversos itens estratégicos, como ferro-gusa, açúcar e insumos químicos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação com a desintegração de cadeias produtivas e o prejuízo à competitividade nacional. Enquanto o governo brasileiro monitora a situação sem expectativa de reversão imediata, técnicos e diplomatas buscam entender o alcance das possíveis exceções. O Ministério da Fazenda estuda medidas de defesa comercial, embora analistas alertem que uma retaliação imediata poderia comprometer o fornecimento de insumos essenciais para a indústria e o agronegócio brasileiro. A implementação das tarifas pode ocorrer em um prazo de até 180 dias, período que ainda permite margem para tratativas diplomáticas.

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