Ibovespa cai 1,24% e dólar sobe com tarifas dos EUA sobre o Brasil
O mercado financeiro reagiu negativamente à sobretaxa de 25% imposta pelos EUA, pressionando o Ibovespa e elevando a cotação do dólar para R$ 5,098.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 1,24%, atingindo 173.825,27 pontos.
- O dólar comercial registrou alta de 0,40%, sendo cotado a R$ 5,098 ao final do dia.
- O governo dos EUA anunciou uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para petróleo, frigoríficos e aeronaves.
- A Amcham Brasil estima que a medida tarifária pode impactar cerca de US$ 11 bilhões em exportações nacionais.
- Empresas como WEG, Alpargatas, Romi e Tupy são apontadas como as mais vulneráveis à nova política comercial.
- A curva de juros futuros subiu devido a incertezas sobre a trajetória da dívida pública e o cenário fiscal brasileiro.
- O governo brasileiro avalia acionar a Lei de Reciprocidade Comercial em resposta às tarifas americanas.
O mercado financeiro brasileiro enfrentou um dia de forte aversão ao risco, com o Ibovespa recuando 1,24% e o dólar aproximando-se da marca de R$ 5,10. A reação negativa foi desencadeada pelo anúncio de uma sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Embora setores estratégicos como petróleo, frigoríficos e aeronaves tenham sido poupados, a medida gerou incertezas sobre o impacto nas exportações, estimadas em US$ 11 bilhões pela Amcham Brasil, afetando especialmente empresas com alta exposição ao mercado americano, como WEG e Alpargatas.
Além da pressão tarifária, o cenário doméstico foi agravado por preocupações com a trajetória da dívida pública e a desvalorização de commodities, que pressionaram a curva de juros futuros. O ambiente externo também contribuiu para a volatilidade, com dados resilientes do mercado de trabalho americano reforçando a expectativa de manutenção dos juros elevados pelo Federal Reserve. Diante do cenário, o governo brasileiro estuda medidas de retaliação comercial, enquanto analistas projetam um segundo semestre marcado por cautela e volatilidade, impulsionado por tensões geopolíticas globais e incertezas fiscais internas.
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