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Mercado reage a possível tarifa dos EUA e nova pesquisa eleitoral

O dólar sobe e o Ibovespa futuro recua com a expectativa de tarifas americanas sobre produtos brasileiros e a divulgação de nova pesquisa eleitoral.

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Foto: InfoMoney
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15/07 às 09:32 · atualizado há 2min

Pontos principais

  • Governo dos EUA avalia aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros sob a Seção 301 da Lei de Comércio.
  • Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula com 45% das intenções de voto contra 37% de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
  • O dólar à vista subiu 0,10%, sendo negociado a R$ 5,083 nesta quarta-feira.
  • O Ibovespa futuro registrou queda de 0,28% no início do pregão.
  • O pré-candidato Flávio Bolsonaro viajou a Washington para tentar adiar a decisão tarifária para após as eleições.
  • O governo brasileiro, via Ministério da Fazenda, criticou a interferência política nas negociações comerciais.
  • Investidores aguardam o Boletim Macrofiscal brasileiro e depoimentos no Congresso americano.

O mercado financeiro brasileiro opera sob cautela nesta quarta-feira, pressionado por uma combinação de incertezas políticas e riscos comerciais externos. A possível imposição de tarifas de 25% pelos Estados Unidos sobre mais de 4 mil produtos brasileiros, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, tem gerado tensão entre o governo Lula e a oposição. Enquanto o Executivo critica a politização das negociações, o pré-candidato Flávio Bolsonaro buscou interlocução em Washington para tentar postergar qualquer sanção para depois do pleito de outubro. O cenário é agravado pela divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que aponta uma vantagem de oito pontos percentuais de Lula sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, aumentando a volatilidade nos ativos locais. Como reflexo, o dólar à vista apresentou leve alta, cotado a R$ 5,083, enquanto o Ibovespa futuro recuou 0,28% no início do pregão. Além das questões domésticas, o mercado monitora balanços corporativos de grandes instituições americanas, como BlackRock e Morgan Stanley, e o impacto de tensões geopolíticas globais, incluindo novos ataques dos EUA ao Irã. A combinação desses fatores mantém os investidores em alerta, com foco especial nos títulos de inflação de longo prazo, que registraram alta em meio à busca por proteção diante da instabilidade macroeconômica.

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