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Dólar fecha a R$ 5,13 e juros futuros recuam com melhora na inflação

O dólar encerrou o dia em queda a R$ 5,13, enquanto os juros futuros recuaram após melhora nas projeções de inflação do Boletim Focus e alívio nos rendimentos dos Treasuries.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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06/07 às 17:45 · atualizado 23:03

Pontos principais

  • O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,132, atingindo o menor patamar desde 17 de junho.
  • As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) para 2028 e 2035 registraram quedas de 6 e 8 pontos-base.
  • O Boletim Focus revisou a projeção da inflação para 2026 de 5,33% para 5,30%.
  • O Ibovespa recuou 0,93%, fechando aos 172.447,58 pontos, em um dia de ajuste no mercado.
  • Dados fracos do mercado de trabalho dos EUA reduziram as expectativas de alta de juros pelo Federal Reserve.
  • O mercado monitora audiência do USTR sobre possíveis tarifas de 25% contra produtos brasileiros.
  • A projeção da taxa Selic para o final de 2026 foi mantida em 14,00% pelo mercado.

O mercado financeiro brasileiro apresentou um dia de ajustes nesta sessão, marcado pela valorização do real frente ao dólar e pela queda nas taxas de juros futuros. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,132, descolando-se da tendência global da moeda americana, influenciado pelo recuo nos rendimentos dos Treasuries e pela expectativa em torno da política monetária do Federal Reserve. Paralelamente, a curva de juros local reagiu positivamente à leve melhora nas expectativas de inflação para 2026, conforme apontado pelo Boletim Focus, que revisou o IPCA de 5,33% para 5,30%.

Apesar do alívio nos juros, o Ibovespa registrou queda de 0,93%, fechando aos 172.447,58 pontos, em um movimento de cautela dos investidores. O cenário doméstico é monitorado com atenção devido à proximidade das eleições de 2026 e preocupações com a política fiscal. Além disso, o mercado segue atento a fatores externos, como a audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre possíveis tarifas de 25% contra produtos brasileiros, cuja decisão deve ser definida até o dia 15 de julho. A liquidez do mercado permaneceu limitada, refletindo um período de transição após o feriado da Independência dos Estados Unidos.

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