EUA impõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
O governo dos EUA anunciou uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras a partir de 22 de julho, elevando a cautela nos mercados financeiros.
Pontos principais
- A tarifa de 25% entra em vigor no dia 22 de julho e integra a nova estratégia comercial do governo Trump.
- Produtos como carne bovina, café e aeronaves foram incluídos em uma lista de isenções da medida.
- A decisão baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, citando divergências sobre o PIX, etanol e desmatamento.
- O governo brasileiro sinalizou que adotará medidas de reciprocidade em resposta à taxação.
- O dólar à vista subiu 0,12% frente ao real, cotado a R$ 5,0841, refletindo a incerteza comercial.
- As taxas dos contratos de DI fecharam em alta, pressionadas também pelo rendimento dos Treasuries americanos.
- Tensões militares entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio aumentam a volatilidade nos preços do petróleo.
- O ouro recuou 1,47%, cotado a US$ 3.992,1, pressionado pela valorização do dólar e alta nos juros americanos.
- Dados econômicos dos EUA mostraram resiliência, com queda nos pedidos de auxílio-desemprego e avanço nas vendas no varejo.
O mercado financeiro brasileiro reagiu com cautela ao anúncio do governo dos Estados Unidos de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com vigência prevista para 22 de julho. A medida, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, aponta divergências comerciais envolvendo o sistema PIX, o setor de etanol e políticas de desmatamento. Embora o governo brasileiro tenha minimizado o impacto macroeconômico imediato, destacando que itens estratégicos como carne bovina, café e aeronaves estão isentos, a notícia pressionou o dólar e elevou as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) no país.
O cenário externo contribui para a instabilidade, com a escalada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã. Ataques americanos a instalações iranianas e ameaças de bloqueio ao Estreito de Bab el-Mandeb mantêm os preços do petróleo em patamares elevados, gerando incertezas sobre a inflação global. Esse ambiente geopolítico, somado a dados econômicos americanos que indicam resiliência na atividade econômica — como a queda nos pedidos de auxílio-desemprego e o avanço das vendas no varejo —, reforça a cautela dos investidores quanto à trajetória dos juros nos Estados Unidos.
Como reflexo dessa conjuntura, o ouro perdeu atratividade como reserva de valor, fechando em queda abaixo de US$ 4 mil por onça-troy, pressionado pela valorização do dólar e pelo aumento dos rendimentos dos Treasuries. Enquanto isso, o mercado global monitora desdobramentos corporativos, como a aquisição da alemã Delivery Hero pela Uber por 12,6 bilhões de euros, e aguarda possíveis medidas de reciprocidade que o governo brasileiro prometeu implementar em resposta à nova política tarifária americana.
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