Ibovespa sobe 2,97% e dólar cai com inflação abaixo do esperado
O IPCA de junho, que subiu apenas 0,16%, impulsionou a bolsa brasileira e reforçou as expectativas de novos cortes na taxa Selic pelo Banco Central.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão aos 177.866 pontos, maior nível desde 14 de maio.
- O IPCA de junho registrou alta de 0,16%, resultado significativamente abaixo da expectativa de 0,31% do mercado.
- O dólar recuou pelo terceiro dia consecutivo, fechando cotado a R$ 5,108.
- A desaceleração da inflação fortalece a tese de continuidade do ciclo de cortes da Selic na reunião do Copom em agosto.
- Setores sensíveis a juros, como varejo e construção civil, lideraram a valorização na bolsa.
- O volume financeiro negociado no pregão atingiu R$ 24,99 bilhões.
- A queda do petróleo Brent e o cenário externo favorável contribuíram para o otimismo dos investidores.
O mercado financeiro brasileiro reagiu com otimismo nesta sexta-feira aos dados de inflação oficial. O IPCA de junho, que avançou 0,16%, ficou bem abaixo da projeção de 0,31% do mercado, sinalizando um alívio nas pressões inflacionárias. Esse cenário permitiu que o Ibovespa encerrasse o dia com alta de 2,97%, atingindo 177.866 pontos, o maior patamar de fechamento desde meados de maio. Paralelamente, o dólar manteve sua trajetória de queda, recuando 0,31% e fechando a R$ 5,108, impulsionado pelo fluxo de capital estrangeiro e pela melhora no ambiente econômico local.
A principal consequência da desaceleração do IPCA é o fortalecimento das expectativas de que o Banco Central dará continuidade ao ciclo de cortes da taxa Selic na próxima reunião do Copom, em agosto. Analistas apontam que juros menores beneficiam diretamente o valuation de empresas listadas na bolsa e reduzem a alavancagem de setores como varejo e construção civil, que foram os principais destaques de alta no pregão. Embora o cenário externo apresente tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, a queda moderada nos preços do petróleo e a estabilidade global permitiram que o mercado brasileiro focasse na agenda doméstica. Especialistas alertam, contudo, que a política fiscal brasileira permanece como um fator de risco monitorado para as projeções de inflação de longo prazo.
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