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Ibovespa avança a 174 mil pontos em sessão de baixa liquidez

O Ibovespa subiu 0,71% e o dólar recuou a R$ 5,19 em um pregão marcado pelo feriado de Independência nos EUA e pela repercussão de dados do payroll.

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Foto: G1 - Economia
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03/07 às 05:31 · atualizado 17:31

Pontos principais

  • O Ibovespa encerrou o dia aos 174 mil pontos, impulsionado pelo setor bancário.
  • O dólar comercial apresentou queda, sendo negociado a R$ 5,19 durante o pregão.
  • O feriado do Dia da Independência nos EUA reduziu drasticamente a liquidez global.
  • Dados do payroll americano mostraram a criação de 57 mil vagas em junho, abaixo do esperado.
  • A desaceleração do emprego nos EUA reduz a pressão por alta de juros pelo Federal Reserve.
  • A produção industrial brasileira recuou 0,2% em maio, frustrando projeções de mercado.
  • Bolsas europeias e asiáticas registraram ganhos, lideradas pelo setor de tecnologia.
  • O preço do petróleo fechou em alta, refletindo tensões geopolíticas entre EUA e Irã.
  • Analistas avaliam que a fraqueza econômica pode abrir espaço para cortes na Selic em agosto.

O mercado financeiro brasileiro operou com otimismo nesta sexta-feira, com o Ibovespa superando a marca de 174 mil pontos, uma alta de 0,71%. O movimento ocorreu em um cenário de liquidez reduzida devido ao feriado de Independência nos Estados Unidos, que manteve as bolsas de Nova York fechadas. Apesar da ausência de investidores estrangeiros, o índice local foi sustentado pelo desempenho positivo de ações do setor bancário e pela repercussão de indicadores macroeconômicos globais que influenciaram o apetite ao risco.

O principal catalisador externo foi a divulgação do payroll americano, que indicou a criação de apenas 57 mil vagas em junho. O número, abaixo das expectativas do mercado, reforçou a percepção de que o Federal Reserve pode manter as taxas de juros inalteradas ao longo de 2026, aliviando o temor de um aperto monetário mais agressivo. Esse viés positivo também foi observado nas bolsas da Europa e da Ásia, onde o setor de tecnologia liderou as valorizações, acompanhando a recuperação de fabricantes de semicondutores.

No âmbito doméstico, os dados da indústria brasileira trouxeram cautela, com o IBGE reportando uma queda de 0,2% na produção industrial de maio, resultado que contrariou a expectativa de alta de 0,2%. Contudo, analistas do mercado financeiro interpretam que a desaceleração da atividade econômica, somada ao cenário externo mais favorável, pode criar condições para que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova novos cortes na taxa Selic em sua reunião de agosto, o que favorece ativos de risco na B3.

No mercado de câmbio, o dólar comercial operou em queda, cotado a R$ 5,19, refletindo o enfraquecimento da moeda americana no exterior após os dados de emprego. Paralelamente, o mercado de commodities acompanhou a volatilidade do petróleo, que fechou em alta. Os preços foram influenciados tanto pela reabertura do Estreito de Ormuz, que elevou a produção da Opep, quanto pelas tensões geopolíticas persistentes entre Estados Unidos e Irã, que mantêm os investidores atentos a possíveis desdobramentos diplomáticos e comerciais.

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