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EUA iniciam bloqueio naval no Estreito de Ormuz e taxam cargas

O governo Trump impôs um bloqueio naval e uma taxa de 20% sobre cargas no Estreito de Ormuz, intensificando o conflito militar e econômico com o Irã.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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14/07 às 10:45 · atualizado 22:31

Pontos principais

  • O bloqueio naval determinado pelos EUA entrou em vigor nesta terça-feira (14), restringindo a circulação de navios iranianos.
  • O presidente Donald Trump estabeleceu uma taxa de 20% sobre toda a carga que transita pelo estreito para financiar operações militares.
  • O Irã assumiu a autoria de ataques contra navios-tanque e disparou contra instalações militares americanas na região.
  • O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica vital para o transporte global de petróleo, elevando preocupações sobre a oferta de energia.
  • O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a cobrança de taxa, classificando a medida como um ato de pirataria.
  • Analistas alertam para o risco de escalada não intencional devido à falta de canais de comunicação diretos entre Washington e Teerã.
  • O governo americano enfrenta pressão interna devido à alta nos preços do petróleo e às eleições de meio de mandato.

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, iniciou nesta terça-feira (14) um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais críticas para o transporte global de petróleo. A medida restringe severamente a circulação de embarcações iranianas e de seus clientes, sendo acompanhada pela imposição de uma taxa de 20% sobre qualquer carga que transite pela região. Segundo a administração americana, o objetivo da taxação é financiar a presença militar na área, que tem sido reforçada para assegurar a liberdade de navegação diante da crescente hostilidade iraniana.

Em resposta, o Irã intensificou suas ações, assumindo a responsabilidade por ataques a navios-tanque e disparos contra instalações militares dos EUA. Especialistas em geopolítica observam que Teerã busca transformar o confronto militar, no qual possui inferioridade bélica, em uma guerra econômica, aproveitando a instabilidade para pressionar os mercados globais. A situação tem gerado reações internacionais, incluindo críticas do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou a cobrança de pedágio imposta pelos americanos a um ato de pirataria.

O cenário atual marca uma fase perigosa nas relações entre Washington e Teerã, com pouca margem para negociações diplomáticas. A administração Trump lida com pressões políticas internas, agravadas pela alta nos preços do petróleo e pelo calendário eleitoral de meio de mandato. Analistas alertam que a ausência de canais de comunicação diretos entre os dois países aumenta significativamente o risco de erros de cálculo e de uma escalada militar de larga escala, transformando o Estreito de Ormuz no principal ponto de instabilidade da segurança global.

Fontes primárias

Donald J. Trump (Truth Social)

Truth Social — "The Hormuz Strait is OPEN..." (reinstating o bloqueio ao Irã e taxa de 20%)

Trump anuncia, em post no Truth Social de 13/07/2026, que o Estreito de Ormuz permanece aberto, "com ou sem o Irã", e que os EUA estão reinstaurando o bloqueio ao Irã — batizado assim, diz ele, porque impede apenas navios ou clientes do Irã de entrar ou sair; os demais países terão uso livre do estreito. A partir de agora, segundo o post, os EUA passam a ser conhecidos como "THE GUARDIAN OF THE HORMUZ STRAIT" e, "como questão de justiça", serão reembolsados à taxa de 20% sobre toda a carga transportada, para cobrir os custos de segurança da região. Trump diz que o processo começa imediatamente.

U.S. Central Command (CENTCOM)

"U.S. Forces to Resume Naval Blockade Against Iran" — CENTCOM

Comunicado do CENTCOM (13/07/2026, Tampa) anuncia que, por ordem do Commander in Chief, as forças americanas retomam o bloqueio ao tráfego marítimo de entrada e saída dos portos iranianos em 14 de julho, às 16h ET. O bloqueio vale contra embarcações em trânsito de/para portos e áreas costeiras do Irã; o CENTCOM segue permitindo o fluxo de tráfego regional para embarcações que não violem o bloqueio. É a retomada do bloqueio aplicado entre 13 de abril e 18 de junho, período em que o CENTCOM redirecionou mais de 140 navios em conformidade, incapacitou nove navios não conformes e liberou mais de 50 embarcações comerciais de ajuda humanitária. Marítimos são orientados a monitorar avisos aos navegantes e contatar as forças navais dos EUA no canal 16 ao operar no Golfo de Omã e nas aproximações do Estreito de Ormuz.

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