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Investigações apontam falta de transparência em emendas parlamentares

Relatórios da PF e da Transparência Brasil revelam uso opaco de emendas por lideranças do Republicanos e do PL em redutos estratégicos.

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Foto: InfoMoney
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13/07 às 09:15 · atualizado 11:32

Pontos principais

  • Estudo aponta que 43% das emendas de liderança do Republicanos em 2025 foram destinadas à Paraíba, base de Hugo Motta.
  • Polícia Federal investiga o direcionamento de R$ 97 milhões em emendas pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, antes das eleições de 2024.
  • O ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens de Costa Neto devido às suspeitas de irregularidades.
  • Críticos afirmam que as emendas de liderança mantêm a lógica do antigo orçamento secreto ao ocultar a autoria das indicações parlamentares.

Novas investigações colocam sob escrutínio o uso de emendas parlamentares por lideranças partidárias. Um estudo da Transparência Brasil revelou que o Republicanos destinou R$ 95,1 milhões de verbas de comissão para a Paraíba, estado do presidente da Câmara, Hugo Motta, sem clareza sobre os autores das indicações. Paralelamente, a Polícia Federal aponta que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, direcionou R$ 97 milhões para cidades estratégicas antes das eleições de 2024, utilizando nomes de deputados para simular a autoria. Em resposta, o ministro Flávio Dino, do STF, ordenou o bloqueio de bens de Costa Neto e a suspensão dos repasses. O caso reacende o debate sobre a rastreabilidade dos recursos públicos e a legalidade das emendas de liderança, que, segundo especialistas, preservam mecanismos de opacidade semelhantes ao extinto orçamento secreto.

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