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PF investiga desvios de emendas parlamentares por Valdemar e Cunha

Investigações da PF apontam que Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha teriam direcionado emendas parlamentares de forma irregular para fins políticos.

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Foto: G1 Política
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14/07 às 09:15 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • O ministro Flávio Dino, do STF, bloqueou R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto e R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha.
  • A Polícia Federal aponta que ambos utilizavam deputados com mandato como 'laranjas' para viabilizar o envio de verbas.
  • Valdemar Costa Neto, presidente do PL, admitiu interferir na destinação de recursos, alegando ser uma função inerente ao cargo.
  • Recursos vinculados a Valdemar teriam financiado shows sertanejos em cidades do interior de São Paulo e Paraná.
  • Investigações indicam que Eduardo Cunha direcionou emendas para cidades mineiras onde adquiriu emissoras de rádio.
  • Prefeitos beneficiados relataram desconhecimento sobre a origem política dos recursos, acreditando tratar-se de programas do governo.
  • A prática de dirigentes partidários sem mandato indicarem emendas é considerada irregular por órgãos de controle.

O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Flávio Dino, determinou o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha em meio a investigações da Polícia Federal sobre o uso indevido de emendas parlamentares. As apurações indicam que ambos, mesmo sem mandato, teriam exercido ingerência sobre o Orçamento da União, utilizando deputados federais como intermediários para conferir aparência de legalidade às indicações. O esquema teria movimentado R$ 119,2 milhões sob influência de Valdemar e R$ 6,1 milhões articulados por Cunha.

Valdemar Costa Neto defendeu publicamente sua atuação, classificando a interferência de presidentes de partidos na distribuição de verbas como uma prática comum e necessária para garantir uma visão nacional da legenda. Em contrapartida, a Polícia Federal aponta que os recursos foram direcionados para finalidades específicas, como o financiamento de shows sertanejos em municípios paulistas e paranaenses, ou para fortalecer a influência política de Cunha em cidades mineiras onde o ex-deputado adquiriu emissoras de rádio. A investigação destaca que a prerrogativa de indicar emendas é exclusiva de parlamentares, tornando a prática dos dirigentes partidários um alvo central de controle por parte das autoridades judiciais.

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