Tensões no Estreito de Ormuz fazem petróleo disparar e bolsas recuarem
A escalada militar entre EUA e Irã e o bloqueio no Estreito de Ormuz elevaram o preço do barril de petróleo em quase 10%, pressionando os mercados globais.
Pontos principais
- O petróleo tipo Brent disparou cerca de 9,5% após o anúncio de bloqueios e novas taxas dos EUA no Estreito de Ormuz.
- O presidente Donald Trump determinou o endurecimento de sanções e a taxação de cargas na rota estratégica.
- O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 1,2%, atingindo 175.739 pontos, com aversão ao risco global.
- Ações de petroleiras, como Petrobras e PRIO, subiram mais de 3%, atenuando perdas maiores no índice brasileiro.
- Bolsas em Nova York e na Europa registraram quedas, lideradas pelo setor de tecnologia e companhias aéreas.
- Analistas alertam que a alta da commodity pode pressionar o Federal Reserve a manter os juros elevados por mais tempo.
- O governo iraniano prometeu reagir às novas medidas e ofensivas militares dos Estados Unidos na região.
Os mercados financeiros globais reagiram com cautela nesta segunda-feira à escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A decisão do presidente Donald Trump de retomar bloqueios marítimos e impor taxas sobre a navegação no Estreito de Ormuz, em resposta a trocas de ataques entre forças americanas e iranianas, provocou uma disparada nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent superou a marca de US$ 83, registrando uma valorização próxima de 10% no dia, o que impulsionou ações de empresas do setor de energia, como Petrobras, Chevron e ExxonMobil.
Em contrapartida, a aversão ao risco penalizou os índices acionários ao redor do mundo. Em Nova York e na Europa, o setor de tecnologia foi o mais afetado, enquanto o Ibovespa recuou 1,2%, fechando aos 175.739 pontos. A alta expressiva do petróleo traz preocupações adicionais aos investidores sobre o impacto inflacionário global, o que pode influenciar a política monetária do Federal Reserve. O mercado agora mantém o foco na temporada de resultados corporativos nos Estados Unidos e na divulgação de dados de inflação ao consumidor, enquanto monitora possíveis desdobramentos do conflito no Golfo.
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