Preço do petróleo dispara após escalada militar entre EUA e Irã
O petróleo sobe mais de 5%, atingindo US$ 80, após o fim do acordo EUA-Irã, impulsionando ações de petroleiras brasileiras e gerando instabilidade global.
Pontos principais
- O petróleo Brent e o WTI registraram valorização superior a 5%, aproximando-se da marca de US$ 80 por barril.
- O presidente Donald Trump declarou o fim do acordo provisório com o Irã após retaliações militares no Estreito de Ormuz.
- A instabilidade geopolítica pressiona índices globais, com quedas em Wall Street e no índice sul-coreano Kospi.
- No Brasil, ações de petroleiras como Petrobras e PetroReconcavo sobem na B3 acompanhando a alta da commodity.
- Investidores buscam ativos de segurança enquanto aguardam sinais do Federal Reserve sobre a trajetória dos juros.
- A alta do petróleo beneficia as margens de empresas de exploração e produção, apesar do risco de interrupção no fornecimento global.
Os mercados financeiros globais enfrentam um dia de alta volatilidade após a escalada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã. O preço do petróleo disparou mais de 5%, aproximando-se do patamar de US$ 80, em resposta aos ataques americanos no Estreito de Ormuz e ao anúncio do presidente Donald Trump sobre o fim do acordo provisório com o governo iraniano. A incerteza sobre a segurança do fornecimento tem gerado preocupações imediatas entre investidores sobre a inflação e os custos operacionais, rompendo a estabilidade observada durante o recente período de cessar-fogo.
O impacto da crise geopolítica se estendeu às bolsas de valores ao redor do mundo. Enquanto o índice sul-coreano Kospi registrou queda de 5,35%, o setor de tecnologia em Wall Street enfrenta pressão vendedora. No Brasil, o movimento de alta da commodity impulsionou as ações de petroleiras na B3, com destaque para Petrobras e PetroReconcavo, que operam em alta acompanhando a valorização do Brent e do WTI no mercado internacional. Enquanto isso, investidores seguem cautelosos, aguardando a divulgação da ata do Federal Reserve em busca de sinais sobre a trajetória dos juros americanos.
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