Comissões da Câmara aprovam medidas de proteção a vítimas de violência
Projetos preveem acessos separados em delegacias e garantem indenização por danos morais a vítimas de violência doméstica.
Pontos principais
- Projeto obriga delegacias e IMLs a terem entradas distintas para vítimas e agressores.
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher terão prioridade na adaptação das instalações.
- Prazo para adequação dos prédios públicos é de dois anos, com financiamento via Fundo Nacional de Segurança Pública.
- Nova regra permite que juízes fixem indenização por danos morais em processos criminais mediante pedido expresso.
- Proposta sobre indenizações segue para o Senado após aprovação na CCJ da Câmara.
A Câmara dos Deputados avançou nesta semana com duas propostas voltadas ao fortalecimento da proteção de vítimas de violência. A Comissão de Segurança Pública aprovou o projeto de lei 5055/25, que torna obrigatória a criação de acessos separados para vítimas, testemunhas e agressores em delegacias e IMLs, visando evitar a revitimização. A medida prevê um prazo de dois anos para as adequações, que poderão ser custeadas pelo Fundo Nacional de Segurança Pública. Paralelamente, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o projeto que garante o direito à indenização por danos morais em casos de violência doméstica. A reparação será fixada pelo magistrado durante o processo criminal, desde que haja solicitação expressa da parte ofendida ou da acusação. Ambas as iniciativas buscam garantir maior dignidade e segurança jurídica às vítimas no sistema de justiça brasileiro.
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