Sobe para 2.645 o número de mortos após terremotos na Venezuela
O balanço oficial de vítimas cresce enquanto organizações humanitárias intensificam o apoio psicológico a milhares de crianças afetadas pelos sismos.
Pontos principais
- O número de mortes confirmadas pelos terremotos de 24 de junho atingiu 2.645, com 12.666 feridos.
- Cerca de 680 mil crianças necessitam de assistência urgente, apresentando sinais de estresse pós-traumático.
- Equipes de resgate de 31 países, incluindo o Brasil, atuam na busca por sobreviventes e na assistência aos 15 mil desalojados.
- O FMI e o Banco Mundial disponibilizaram um fundo de US$ 200 milhões para auxiliar na reconstrução de moradias.
- A escassez de água potável e condições sanitárias precárias elevam o risco de uma crise de saúde pública na região.
A Venezuela enfrenta uma grave crise humanitária após os terremotos que atingiram o país em 24 de junho. Com o balanço oficial de mortes chegando a 2.645 e mais de 12 mil feridos, o governo lida com o colapso de infraestruturas, incluindo o desabamento de 189 edifícios. Mais de 30 mil socorristas de 31 nações trabalham no resgate, enquanto o FMI e o Banco Mundial prometem US$ 200 milhões para a reconstrução. Paralelamente, o Unicef alerta para o trauma severo de 680 mil crianças, que necessitam de suporte psicológico de longo prazo. A situação é agravada pela falta de serviços básicos e água potável, gerando preocupações sobre possíveis surtos de doenças nos abrigos. A recuperação das áreas afetadas, especialmente em La Guaira, é considerada um desafio complexo e prolongado para as autoridades locais.
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