Terremotos na Venezuela deixam 3.535 mortos e causam deformação no solo
O balanço de mortos na Venezuela chega a 3.535 após tremores de magnitude 7,2 e 7,5 que causaram deslocamento de 30 cm na superfície terrestre.
Pontos principais
- O número oficial de vítimas na Venezuela atingiu 3.535 mortos e 16.740 feridos.
- Dados de satélites da ESA confirmaram uma deformação de 30 cm no solo entre Caracas e Puerto Cabello.
- Os tremores de 24 de junho foram os mais fortes registrados no país desde 1900.
- Hospitais e necrotérios venezuelanos enfrentam colapso logístico devido à sobrecarga.
- Um terremoto de magnitude 5,2 atingiu a costa do Chile, mas não deixou danos ou vítimas.
A Venezuela enfrenta uma crise humanitária severa após dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingirem a costa norte do país em 24 de junho. O balanço oficial contabiliza 3.535 mortos, além de mais de 16 mil feridos e cerca de 17 mil desabrigados. A destruição é particularmente crítica em Caracas e La Guaira, onde a infraestrutura hospitalar e os serviços funerários operam em capacidade máxima, forçando o uso de instalações improvisadas para o manejo dos corpos. Enquanto as buscas por desaparecidos sob os escombros continuam, a presidente interina Delcy Rodríguez nega riscos de convulsão social, apesar da crescente indignação popular com a resposta das autoridades.
Além do impacto humano, o evento geológico causou alterações físicas significativas na região. Dados captados pelos satélites Sentinel-1, da Agência Espacial Europeia, revelaram um deslocamento de 30 centímetros na superfície terrestre, estendendo-se de Caracas até Puerto Cabello. Este fenômeno, mapeado por meio de interferogramas, marca o maior evento sísmico registrado no país desde 1900. Em paralelo, a região andina também registrou atividade sísmica no Chile, onde um tremor de magnitude 5,2 atingiu o litoral de Valparaíso sem causar danos materiais ou vítimas, conforme confirmado pelas autoridades locais.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
