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Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 2.954

O balanço oficial de vítimas dos sismos de junho na Venezuela subiu para 2.954, enquanto operações de resgate e assistência humanitária continuam no país.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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04/07 às 12:45 · atualizado 05/07 às 00:01

Pontos principais

  • Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 ocorreram no dia 24 de junho de 2026.
  • O número oficial de mortos atingiu 2.954, com 16.592 pessoas feridas.
  • A região costeira de La Guaira foi a área mais devastada, apresentando destruição generalizada.
  • Mais de 16 mil pessoas perderam suas casas e 856 edifícios foram danificados ou destruídos.
  • Estimativas da ONU sugerem que o número de desaparecidos pode chegar a 50 mil pessoas.
  • Mais de 3.300 socorristas internacionais auxiliam nas operações de busca e resgate.
  • O Brasil enviou ajuda humanitária e 150 mil doses de vacinas para prevenir doenças na região.

Dez dias após a série de terremotos que atingiu a Venezuela, o governo atualizou o balanço oficial de vítimas para 2.954 mortos. Os sismos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram em 24 de junho e causaram destruição severa, especialmente na região costeira de La Guaira. Além das fatalidades, o evento deixou 16.592 feridos e forçou milhares de pessoas a deixarem suas residências, com mais de 800 edifícios sofrendo danos estruturais significativos. A ONU estima que o número de desaparecidos possa alcançar a marca de 50 mil pessoas, enquanto o governo local contabiliza mais de 16 mil desabrigados.

As operações de busca e resgate, que contam com o apoio de mais de 3.300 socorristas internacionais, começaram a transicionar para a fase de recuperação de corpos, diante da diminuição das esperanças de encontrar sobreviventes sob os escombros. O governo venezuelano tem focado na distribuição de assistência básica, incluindo mais de 9.480 toneladas de alimentos para as famílias afetadas. A resposta internacional tem sido fundamental, com diversos países enviando suprimentos e equipes especializadas para mitigar a crise humanitária decorrente do desastre.

O Brasil, que mantém equipes de ajuda no país, reforçou o apoio logístico e sanitário com o envio de 150 mil doses de vacinas contra febre amarela e raiva canina, visando conter riscos de surtos de doenças infecciosas nas áreas mais atingidas. A presidente Delcy Rodríguez chegou a condecorar chefes de missões estrangeiras em reconhecimento ao auxílio prestado. Paralelamente, especialistas em engenharia civil iniciaram análises técnicas sobre a vulnerabilidade das construções locais, levantando debates sobre a eficácia das normas de fiscalização e a resistência estrutural dos edifícios frente a eventos sísmicos de grande magnitude.

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