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Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 2.595

O número de vítimas fatais dos sismos em La Guaira continua subindo enquanto equipes internacionais e voluntários intensificam as buscas por sobreviventes.

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Foto: G1 Mundo
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02/07 às 23:15 · atualizado 03/07 às 08:45

Pontos principais

  • O balanço oficial aponta 2.595 mortos e mais de 12 mil feridos após os tremores de 24 de junho.
  • Equipes de resgate de 31 países, incluindo o Brasil, trabalham ao lado de milhares de voluntários locais.
  • O cenário em La Guaira é descrito por socorristas como uma zona de guerra devido à destruição estrutural.
  • Cerca de 100 venezuelanos deportados dos EUA estão desaparecidos após o desabamento de um hotel.
  • Operações de busca focam em escombros de prédios como o Residencia La Gabarra.
  • Danos à infraestrutura, incluindo o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, são estimados em US$ 6,7 bilhões.
  • O governo venezuelano enfrenta críticas pela gestão da crise, enquanto a população relata falta de transparência.

Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho deixaram um rastro de destruição, com 2.595 mortes confirmadas até o momento. O estado de La Guaira foi a região mais impactada, onde a infraestrutura crítica, incluindo o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, sofreu danos severos. Em meio ao caos, a estrutura portuária Los Silos foi adaptada como um necrotério improvisado, gerando angústia entre as famílias que buscam identificar parentes em condições precárias. Entre os desaparecidos, destaca-se um grupo de cerca de 100 venezuelanos recém-deportados dos Estados Unidos que estavam hospedados em um hotel que desabou durante os sismos.

O esforço de socorro tornou-se uma operação massiva, unindo equipes especializadas de 31 países a milhares de voluntários locais que viajaram de diversas partes do país para auxiliar nas buscas. Socorristas descrevem o cenário em La Guaira como uma zona de guerra, com foco intenso na remoção de escombros de edifícios residenciais, como o Residencia La Gabarra, onde ainda há esperança de encontrar sobreviventes. A logística de resgate é complexa, exigindo coordenação entre as forças internacionais e os cidadãos que se mobilizaram espontaneamente para enfrentar a magnitude dos danos estruturais.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, defendeu a resposta do governo diante das crescentes críticas da população sobre a lentidão e a falta de transparência no socorro. Enquanto o país enfrenta uma crise humanitária agravada pela escassez de recursos básicos, instituições como o FMI e o Banco Mundial ofereceram fundos para a reconstrução. Especialistas alertam, contudo, que a situação pode se deteriorar rapidamente devido aos riscos de saúde pública causados pela falta de saneamento e água potável nas áreas mais afetadas, exigindo uma resposta rápida para evitar um agravamento da crise sanitária.

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