Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 4.118 em meio a protestos
O número de vítimas do duplo terremoto na Venezuela subiu para 4.118, enquanto moradores denunciam a má qualidade das construções governamentais e a falta de apoio oficial nas buscas.
Pontos principais
- O duplo terremoto de 24 de junho, com magnitudes de 7,2 e 7,5, deixou 4.118 mortos e mais de 16 mil feridos.
- Cerca de 190 prédios desabaram e outros 700 sofreram danos estruturais graves em todo o país.
- Familiares de desaparecidos realizam buscas por conta própria após a retirada das equipes oficiais de resgate.
- Moradores culpam o programa habitacional Grande Missão Moradia Venezuela pela fragilidade das edificações.
- O complexo Urbanismo Hugo Chávez, em Catia La Mar, está entre as estruturas que sofreram colapso parcial.
- Nicolás Ernesto Maduro Guerra foi confrontado por sobreviventes durante visita às áreas atingidas em La Guaira.
- Especialistas e o Colégio de Engenheiros da Venezuela alertavam há anos sobre a vulnerabilidade das construções oficiais.
Duas semanas após o duplo terremoto que atingiu a Venezuela em 24 de junho, o balanço oficial de vítimas subiu para 4.118 mortos, com 17.907 pessoas desabrigadas. A tragédia revelou uma crise humanitária agravada pela precariedade das edificações públicas. Sobreviventes e familiares de desaparecidos têm realizado buscas exaustivas por conta própria, utilizando ferramentas improvisadas, após a retirada das equipes oficiais de resgate das áreas mais afetadas. A situação é descrita como desesperadora, com o foco das famílias voltado agora para a recuperação dos corpos de seus entes queridos em meio aos escombros.
A revolta popular tem se intensificado contra o governo, especialmente em relação ao programa habitacional Grande Missão Moradia Venezuela. Moradores de conjuntos habitacionais, como o Urbanismo Hugo Chávez, denunciam que a má qualidade das construções foi o fator determinante para o colapso de centenas de prédios. Durante uma visita oficial a La Guaira, Nicolás Ernesto Maduro Guerra, filho de Nicolás Maduro, foi confrontado por cidadãos que exigiam responsabilidade pela negligência estrutural. Especialistas e o Colégio de Engenheiros da Venezuela já haviam emitido alertas sobre a vulnerabilidade dessas obras, que agora se tornaram o centro de um embate político e social sobre a segurança pública e a gestão de desastres no país.
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