Ibovespa recua com cautela eleitoral, juros e dados de inadimplência
O Ibovespa opera em queda pressionado por incertezas políticas, preocupações com a trajetória da Selic e o aumento da inadimplência no crédito.
Pontos principais
- O Ibovespa fechou o primeiro dia de julho aos 171.688 pontos, refletindo a cautela do mercado com o cenário eleitoral e a política monetária.
- A inadimplência no crédito brasileiro atingiu 6,2% em maio, o maior patamar desde 2011, pressionando o desempenho do setor bancário.
- Estrategistas do HSBC e Goldman Sachs mantêm cautela, mas ressaltam que o valuation e o pagamento de dividendos sustentam o interesse no Brasil.
- A Suzano concluiu uma joint venture de US$ 3,4 bilhões com a Kimberly-Clark, enquanto a Petrobras reduziu preços do querosene de aviação.
- Pesquisas Atlas/Intel indicam vantagem de 6,5 pontos de Lula sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições.
O mercado financeiro brasileiro iniciou julho sob pressão, com o Ibovespa encerrando o pregão aos 171.688 pontos. O movimento reflete a cautela de investidores diante da trajetória da taxa Selic e das incertezas políticas, agravado por dados macroeconômicos preocupantes: a inadimplência no crédito atingiu 6,2% em maio, o nível mais elevado desde 2011, o que impactou diretamente as ações do setor bancário. Paralelamente, o cenário eleitoral segue no radar, com pesquisas Atlas/Intel apontando Lula com 48,8% das intenções de voto contra 42,3% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
Apesar do tom defensivo, analistas do HSBC e Goldman Sachs pontuam que o mercado brasileiro permanece atrativo devido ao valuation e aos dividendos distribuídos pelas empresas. No âmbito corporativo, a Suzano registrou um movimento positivo ao concluir uma joint venture de US$ 3,4 bilhões com a Kimberly-Clark. Enquanto isso, a Petrobras ajustou os preços do querosene de aviação, mantendo o monitoramento sobre a volatilidade do petróleo e as tensões geopolíticas no Oriente Médio, que ainda contam com um possível acordo entre EUA e Irã para a liberação de ativos como fator de mitigação de riscos.
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