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Ibovespa recua ao menor patamar desde janeiro com pressão externa e política

O Ibovespa fechou em queda de 1,52%, aos 174.279 pontos, pressionado pela aversão ao risco global, alta do dólar e incertezas políticas domésticas.

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Foto: InfoMoney
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19/05 às 09:34 · atualizado há 2m

Pontos principais

  • O Ibovespa encerrou o pregão no menor nível desde janeiro, acumulando perdas em seis das últimas oito sessões.
  • Investidores estrangeiros retiraram R$ 9,6 bilhões da bolsa brasileira em maio, sinalizando aversão ao risco.
  • A alta dos rendimentos dos Treasuries americanos drena a liquidez de mercados emergentes, pressionando o dólar.
  • Tensões geopolíticas entre EUA e Irã mantêm o petróleo volátil e elevam temores sobre a inflação global.
  • Setores de commodities, como mineração e petróleo, foram os principais responsáveis pela queda do índice.
  • Ruídos políticos locais e a incerteza sobre a política monetária seguem elevando a volatilidade dos ativos.
  • A Meta anunciou o corte de 8 mil funcionários, impactando o sentimento no setor de tecnologia global.

O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão em forte queda, com o Ibovespa atingindo 174.279 pontos, o menor patamar desde janeiro de 2025. O movimento reflete um cenário de aversão ao risco intensificado pela alta dos rendimentos dos títulos americanos (Treasuries), que atingiram níveis recordes e drenaram a liquidez de mercados emergentes. A saída líquida de R$ 9,6 bilhões por parte de investidores estrangeiros apenas no mês de maio evidencia a cautela com o Brasil diante do aperto nas condições financeiras globais.

No cenário externo, a persistência das tensões geopolíticas entre EUA e Irã continua a gerar volatilidade nos preços das commodities, impactando diretamente os setores de mineração e petróleo na bolsa brasileira. A preocupação com a inflação global e a manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve e pelo Banco Central Europeu mantém os investidores na defensiva, enquanto o setor de tecnologia global reage negativamente ao anúncio de cortes de 8 mil funcionários pela Meta.

Internamente, a instabilidade política e as incertezas sobre a condução da política monetária contribuem para a pressão sobre o dólar e os juros futuros. O mercado segue monitorando desdobramentos de investigações envolvendo a família Bolsonaro e a repercussão de pesquisas eleitorais, além de aguardar sinalizações concretas na audiência de Gabriel Galípolo no Senado. A combinação de ruídos domésticos com a fragilidade dos preços internacionais de commodities consolidou o sentimento negativo que dominou as negociações ao longo da semana.

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