Ibovespa recua ao menor patamar desde janeiro com pressão externa e política
O Ibovespa fechou em queda de 1,52%, aos 174.279 pontos, pressionado pela aversão ao risco global, alta do dólar e incertezas políticas domésticas.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão no menor nível desde janeiro, acumulando perdas em seis das últimas oito sessões.
- Investidores estrangeiros retiraram R$ 9,6 bilhões da bolsa brasileira em maio, sinalizando aversão ao risco.
- A alta dos rendimentos dos Treasuries americanos drena a liquidez de mercados emergentes, pressionando o dólar.
- Tensões geopolíticas entre EUA e Irã mantêm o petróleo volátil e elevam temores sobre a inflação global.
- Setores de commodities, como mineração e petróleo, foram os principais responsáveis pela queda do índice.
- Ruídos políticos locais e a incerteza sobre a política monetária seguem elevando a volatilidade dos ativos.
- A Meta anunciou o corte de 8 mil funcionários, impactando o sentimento no setor de tecnologia global.
O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão em forte queda, com o Ibovespa atingindo 174.279 pontos, o menor patamar desde janeiro de 2025. O movimento reflete um cenário de aversão ao risco intensificado pela alta dos rendimentos dos títulos americanos (Treasuries), que atingiram níveis recordes e drenaram a liquidez de mercados emergentes. A saída líquida de R$ 9,6 bilhões por parte de investidores estrangeiros apenas no mês de maio evidencia a cautela com o Brasil diante do aperto nas condições financeiras globais.
No cenário externo, a persistência das tensões geopolíticas entre EUA e Irã continua a gerar volatilidade nos preços das commodities, impactando diretamente os setores de mineração e petróleo na bolsa brasileira. A preocupação com a inflação global e a manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve e pelo Banco Central Europeu mantém os investidores na defensiva, enquanto o setor de tecnologia global reage negativamente ao anúncio de cortes de 8 mil funcionários pela Meta.
Internamente, a instabilidade política e as incertezas sobre a condução da política monetária contribuem para a pressão sobre o dólar e os juros futuros. O mercado segue monitorando desdobramentos de investigações envolvendo a família Bolsonaro e a repercussão de pesquisas eleitorais, além de aguardar sinalizações concretas na audiência de Gabriel Galípolo no Senado. A combinação de ruídos domésticos com a fragilidade dos preços internacionais de commodities consolidou o sentimento negativo que dominou as negociações ao longo da semana.
Comentários
Carregando comentários...
