Ibovespa recua para 176,7 mil pontos com pressão inflacionária e tensões globais
O índice acumula seis semanas de perdas pressionado por incertezas fiscais internas e pela escalada de tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão aos 176.751 pontos, consolidando uma sequência de seis semanas de desvalorização.
- A deterioração das expectativas de inflação no boletim Focus e a cautela com a taxa Selic pesam sobre o mercado doméstico.
- A escalada de tensões no Oriente Médio, comentada pelo presidente Donald Trump, impulsionou o petróleo e os rendimentos de títulos globais.
- Setores de bancos e varejo registraram quedas expressivas, enquanto investidores estrangeiros reduzem a exposição ao Brasil.
O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,30%, atingindo 176.751 pontos e caminhando para sua sexta semana consecutiva de perdas. O desempenho negativo reflete um cenário de cautela ampliado pela deterioração das expectativas de inflação no boletim Focus, que se distanciam da meta do Banco Central, limitando o espaço para cortes na taxa Selic. Além dos desafios internos, o mercado brasileiro sofre com a pressão externa, impulsionada pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Declarações recentes do presidente Donald Trump sobre o conflito elevaram os preços do petróleo e os rendimentos dos títulos públicos globais, aumentando a aversão ao risco. Esse ambiente de incerteza tem levado investidores estrangeiros a reduzirem a exposição ao mercado local, com quedas expressivas concentradas nos setores de bancos e varejo, apesar da recuperação pontual da Petrobras.
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