Ibovespa recua com tensões geopolíticas e incertezas fiscais
O Ibovespa acumula cinco quedas seguidas, atingindo o menor nível desde janeiro, sob pressão de tensões globais no Oriente Médio e riscos fiscais internos.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão aos 172.197 pontos, acumulando a quinta sessão consecutiva de perdas.
- A escalada de tensões entre Irã e EUA, com ameaças de bloqueio ao Estreito de Ormuz, elevou o preço do petróleo.
- Apesar da aversão ao risco, o dólar recuou 0,39% frente ao real, cotado a R$ 5,023, impulsionado pela alta das commodities.
- A projeção do IPCA para 2026 segue em alta, atingindo 5,09% na 12ª revisão consecutiva do Boletim Focus.
- Ações de mineradoras e bancos lideraram as perdas na B3, enquanto a Petrobras registrou valorização.
- O presidente Donald Trump afirmou ter mantido contatos diplomáticos para tentar conter o agravamento do conflito na região.
- A classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelos EUA adiciona cautela ao ambiente de negócios local.
O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão sob forte pressão, com o Ibovespa recuando 0,91% e atingindo o patamar de 172.197 pontos, o menor nível desde 21 de janeiro. O movimento marca a quinta sessão consecutiva de perdas, impulsionado pela aversão ao risco global decorrente da instabilidade geopolítica no Oriente Médio. O Irã suspendeu negociações com os Estados Unidos e ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz, o que provocou a disparada dos preços do petróleo. Em resposta, o presidente Donald Trump afirmou estar em contato com lideranças para tentar conter o agravamento do conflito. Enquanto o índice acionário sofreu com a fuga de capital, o dólar recuou 0,39%, cotado a R$ 5,023, beneficiado pela valorização das commodities, que impulsionou papéis da Petrobras na B3, em contraste com a queda de mineradoras e bancos.
Internamente, o cenário é agravado pela deterioração das expectativas inflacionárias, com o Boletim Focus indicando a 12ª alta consecutiva na projeção do IPCA para 2026, agora em 5,09%. A cautela dos investidores também foi amplificada pela decisão dos EUA de classificar facções criminosas brasileiras como grupos terroristas e pelo monitoramento da possível aplicação da Seção 301 da Lei de Comércio americana. O mercado agora volta suas atenções para a divulgação de dados do mercado de trabalho nos EUA e da inflação na zona do euro, que deverão balizar as próximas movimentações das taxas de juros globais e o fluxo de investimentos para o Brasil.
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