Um tremor de magnitude 4,1 atingiu Caracas nesta segunda-feira, enquanto o colapso de prédios habitacionais agrava a crise humanitária no país.
A Venezuela enfrenta um cenário de crescente instabilidade após registrar um novo tremor de magnitude 4,1 em Caraballeda e na região de La Guaira nesta segunda-feira. O evento ocorre cinco dias após um duplo terremoto que resultou em 1.450 mortes confirmadas e deixou mais de 3.150 feridos. Entre os danos mais críticos, destaca-se o colapso de prédios do complexo habitacional Urbanismo Hugo Chávez, parte do programa estatal Misión Vivienda. Relatos de moradores e alertas prévios do Colégio de Engenheiros da Venezuela indicam que as estruturas já apresentavam sinais de desgaste e rachaduras antes do desastre, o que tem intensificado as críticas à gestão da crise e à qualidade das obras públicas.
Com a infraestrutura severamente danificada e 774 edifícios desabados, o governo suspendeu as aulas e mobilizou uma força-tarefa de 2.600 socorristas internacionais. A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou a criação de acampamentos temporários para as famílias desalojadas, embora muitos sobreviventes demonstrem resistência em abandonar os escombros de suas antigas residências. O impacto humanitário atinge 6,8 milhões de pessoas e gera prejuízos de 6,7 bilhões de dólares. A situação permanece crítica, com a oposição questionando a transparência dos dados oficiais e a segurança das habitações populares, enquanto o país tenta conter o risco de um novo êxodo migratório decorrente da catástrofe.
G1 Mundo • 29 jun, 09:28
Times Brasil • 29 jun, 08:54
InfoMoney • 29 jun, 08:56
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