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Venezuela registra 1.719 mortos após terremotos e novos tremores

O balanço oficial de mortos subiu para 1.719, com 5.034 feridos e 15.866 desabrigados, enquanto críticas à resposta governamental aumentam.

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Foto: G1 Mundo
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29/06 às 08:32 · atualizado 30/06 às 08:14

Pontos principais

  • O balanço oficial de mortos subiu para 1.719, com 5.034 feridos e 15.866 pessoas desabrigadas.
  • Os terremotos gêmeos que atingiram o país ocorreram no dia 24 de junho.
  • A ONU estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas sob os escombros de 774 edifícios destruídos.
  • Mais de 430 réplicas foram registradas, mantendo a população em alerta constante.
  • O Brasil enviou quatro aviões com ajuda humanitária para reforçar os esforços de resgate em curso.
  • Cerca de 25 mil socorristas atuam nas áreas mais atingidas em uma corrida contra o tempo.
  • Moradores e o Colégio de Engenheiros da Venezuela apontam falhas estruturais prévias em prédios da Misión Vivienda.
  • Estimativas indicam 6,8 milhões de pessoas afetadas e prejuízos materiais próximos a 6,7 bilhões de dólares.
  • Especialistas questionam a eficácia da resposta estatal, agravada pela fragilidade econômica do país.

A Venezuela enfrenta um cenário de crescente instabilidade após o balanço oficial de mortos pelos terremotos de 24 de junho subir para 1.719, com 5.034 feridos e 15.866 desabrigados. O país registrou uma nova réplica de magnitude 4,6 nesta segunda-feira, com epicentro próximo a Caraballeda e La Guaira. O evento, monitorado também pelo serviço geológico da Colômbia, foi sentido em Caracas e na costa norte. O tremor ocorre enquanto as equipes de resgate entram no quinto dia de buscas, período crítico no qual as chances de encontrar sobreviventes sob os escombros diminuem drasticamente. O abalo soma-se às mais de 430 réplicas contabilizadas, mantendo a população em estado de alerta.

Imagens de drone e relatos locais revelam a extensão da devastação, onde a destruição de mais de 770 edifícios expôs a fragilidade das construções da Misión Vivienda, que já eram alvo de alertas do Colégio de Engenheiros por falhas estruturais. Para conter a crise, cerca de 25 mil socorristas atuam nas áreas afetadas, contando com o apoio de equipes internacionais e quatro aviões carregados de suprimentos enviados pelo Brasil. A operação de resgate é complexa, dada a destruição de infraestruturas críticas, como hospitais, que limita a capacidade de atendimento médico imediato às vítimas resgatadas.

Com o impacto humanitário atingindo 6,8 milhões de pessoas e prejuízos estimados em 6,7 bilhões de dólares, a gestão da crise pela presidente interina Delcy Rodríguez enfrenta críticas severas. Observadores e especialistas questionam a capacidade do governo em prestar assistência básica, apontando que a fragilidade econômica do país limita severamente os recursos disponíveis para o socorro. Moradores relatam frustração com a ineficiência da resposta governamental e a precariedade dos acampamentos temporários que tentam abrigar os milhares de desabrigados.

A situação é agravada pela incerteza sobre o paradeiro de cerca de 50 mil pessoas, conforme estimativas da ONU, que ainda aguardam por informações concretas das autoridades locais. Enquanto a oposição questiona a transparência dos dados oficiais e a qualidade das construções públicas, o país lida com a pressão de uma catástrofe que ameaça desencadear um novo êxodo migratório na região. A instabilidade política e social, já presente antes dos sismos, agora se funde a uma emergência humanitária de grandes proporções, exigindo uma coordenação logística que o governo venezuelano tem tido dificuldade em implementar de forma eficaz.

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