O número de mortos subiu para 920 após terremotos na Venezuela, com a ONU estimando 50 mil desaparecidos e uma ampla mobilização internacional de resgate em curso.
Dois terremotos de magnitude 7.2 e 7.5 atingiram o norte da Venezuela, resultando em um cenário de destruição generalizada e uma crise humanitária de grandes proporções. O balanço oficial mais recente elevou o número de mortes para 920, com 3.360 feridos e 172 pessoas ainda soterradas. Em declaração à agência AFP, o chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, reforçou a gravidade da situação ao estimar que mais de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas. Além disso, mais de 4.000 pessoas estão desalojadas após a destruição de edifícios em Caracas e outras seis cidades, enquanto o estado de La Guaira, onde cerca de 100 prédios colapsaram, foi declarado zona de desastre natural e militarizado para coordenar a logística de assistência.
Nesta sexta-feira, a situação tornou-se ainda mais tensa com o registro de um novo tremor de magnitude 4,9 sentido na capital, Caracas. O abalo sísmico adicional complicou as operações de resgate, que já enfrentavam dificuldades devido à fragilidade das estruturas remanescentes e ao risco constante de novos desabamentos. A instabilidade geológica na região tem exigido cautela redobrada das equipes de busca, que tentam acessar áreas críticas onde a densidade populacional era elevada antes dos eventos sísmicos principais.
Diante da catástrofe, uma força-tarefa internacional composta por equipes de 17 países foi mobilizada. O governo dos Estados Unidos anunciou o envio de 150 milhões de dólares, suporte militar e o alívio de sanções financeiras para facilitar a resposta ao desastre. O Brasil também reforçou seu apoio com o envio de uma aeronave KC-390 transportando uma missão humanitária composta por 44 especialistas e 12 toneladas de equipamentos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertou que o número de vítimas pode subir significativamente, podendo superar a marca de 10 mil mortos, dada a baixa profundidade dos sismos e a alta densidade populacional das áreas atingidas. O Itamaraty confirmou que dois brasileiros estão entre as vítimas fatais.
Enquanto a infraestrutura permanece severamente comprometida, os trabalhos de socorro seguem concentrados na localização de sobreviventes, embora relatos indiquem que a distribuição de suprimentos ainda apresenta irregularidades em diversas regiões afetadas. O clima no país é de desespero, com centenas de famílias buscando informações sobre entes queridos em meio aos escombros. A operação enfrenta desafios logísticos severos e condições adversas, apesar da crescente pressão popular por celeridade na resposta oficial. As equipes internacionais continuam a chegar à região, tentando otimizar a busca em áreas onde a fragilidade das construções dificultou a sobrevivência inicial das vítimas, em um cenário que já é considerado o desastre mais grave a atingir o país em mais de um século.
25 jun, 22:45
25 jun, 18:15
25 jun, 13:15
25 jun, 09:15
Carregando comentários...