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Venezuela busca 50 mil desaparecidos após terremotos deixarem 1.450 mortos

Com 1.450 mortes confirmadas e 50 mil desaparecidos, a Venezuela recebe reforço internacional, incluindo um novo pacote de ajuda humanitária da China.

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Foto: SCMP - World
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28/06 às 19:45 · atualizado 29/06 às 07:45

Pontos principais

  • O duplo terremoto de magnitudes 7,2 e 7,5 causou o colapso de quase 800 edifícios.
  • O balanço oficial confirma 1.450 mortos, incluindo oito cidadãos chineses, e 50 mil desaparecidos.
  • Mais de 2.600 profissionais de 27 países reforçam as operações de resgate no país.
  • A China anunciou um auxílio adicional de 100 milhões de yuans (US$ 14,7 milhões) em suprimentos.
  • O Unicef alerta que cerca de 680 mil crianças necessitam de ajuda humanitária urgente.
  • Os danos materiais são estimados em 6,7 bilhões de dólares, impactando severamente a economia local.
  • Escolas em todo o país permanecerão fechadas até 6 de junho para avaliação de danos estruturais.

A Venezuela enfrenta uma crise humanitária sem precedentes após uma série de terremotos que resultaram na morte de 1.450 pessoas e deixaram cerca de 50 mil desaparecidos. No quinto dia de operações, equipes de resgate locais e internacionais intensificam os trabalhos sob os escombros de quase 800 edifícios colapsados. Embora a janela crítica de 72 horas para encontrar sobreviventes tenha se encerrado, o esforço conjunto de 2.600 especialistas de 27 países permanece focado em La Guaira. O governo chinês reforçou o apoio internacional ao anunciar um pacote adicional de 100 milhões de yuans, equivalente a 14,7 milhões de dólares, em suprimentos de socorro, além de fornecer imagens de satélite para auxiliar nas buscas. Oito cidadãos chineses estão entre as vítimas fatais confirmadas no desastre.

Além da tragédia humanitária, o cenário é agravado pela instabilidade política e econômica. A população tem manifestado crescente indignação com a lentidão na resposta estatal e a militarização das zonas de resgate, com relatos de saques em áreas afetadas. Em meio ao caos, a líder da oposição, María Corina Machado, declarou que retornará ao país para auxiliar a população. Enquanto isso, o Unicef alerta que 680 mil crianças precisam de ajuda urgente, e as escolas permanecerão fechadas até 6 de junho para que a integridade estrutural das unidades de ensino seja avaliada pelas autoridades competentes.

Estima-se que os danos materiais alcancem 6,7 bilhões de dólares, o que representa cerca de 6% do PIB venezuelano, um impacto severo que deve pressionar a economia local nos próximos meses. A coordenação da ajuda humanitária internacional, agora ampliada pela contribuição chinesa, permanece como o principal desafio logístico para o governo, que orienta as famílias a utilizarem apenas canais oficiais para obter informações sobre as operações de busca. A situação segue monitorada de perto por agências da ONU, que auxiliam na distribuição de recursos básicos e suprimentos essenciais para as regiões mais atingidas pelo desastre natural.

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