Advogados citam quadro de multicomorbidade e precedentes judiciais para manter o ex-presidente em regime domiciliar humanitário.
A defesa de Jair Bolsonaro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para a prorrogação de sua prisão domiciliar humanitária. Os advogados sustentam que o ex-presidente apresenta um quadro de multicomorbidade, composto por doze condições crônicas, que demanda assistência médica ininterrupta. Para fundamentar a solicitação, a equipe jurídica recorreu a precedentes de outros réus, como o ex-presidente Fernando Collor de Mello e um idoso envolvido nos atos de 8 de janeiro, argumentando que a concessão do benefício não exige estado terminal, mas apenas a necessidade de tratamento contínuo. O pedido inclui a solicitação de novos exames, como tomografias e endoscopia, para acompanhar a evolução de uma pneumonia broncoaspirativa. A manutenção do regime domiciliar é apresentada como medida essencial para evitar riscos à saúde e possíveis descompensações clínicas do ex-presidente, enquanto o processo segue sob análise da Corte.
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