Projetos de lei visam endurecer controle sanitário de suplementos
Propostas em tramitação na Câmara buscam criminalizar fraudes e punir plataformas digitais que permitam a venda de suplementos irregulares.
Pontos principais
- Os projetos de lei 5229/25, 5319/25 e 6000/25 propõem substituir resoluções da Anvisa por uma legislação nacional mais rígida.
- A nova norma prevê multas e punições para redes sociais e big techs que hospedarem publicidade enganosa ou venda de produtos falsificados.
- Dados da Anvisa apontam que 63% dos processos entre 2000 e 2025 foram relacionados a fraudes, incluindo substâncias tóxicas e rótulos falsos.
- O relator Felipe Carreras defende a medida para coibir a promoção de produtos inadequados por influenciadores sem formação médica.
A Câmara dos Deputados discute um pacote de projetos de lei que visa endurecer o controle sanitário sobre o mercado de suplementos alimentares no Brasil. A iniciativa, relatada pelo deputado Felipe Carreras, busca elevar o rigor das punições para fraudes e substituir as atuais resoluções da Anvisa por uma legislação nacional robusta. O texto impõe responsabilidades diretas a redes sociais e big techs, que poderão ser penalizadas caso permitam a circulação de publicidade enganosa ou a comercialização de itens falsificados em suas plataformas. A medida responde a um cenário crítico identificado pela Anvisa, onde mais de 60% dos processos administrativos das últimas duas décadas envolveram irregularidades graves, como a presença de substâncias tóxicas. O objetivo central é proteger o consumidor contra riscos à saúde e limitar a influência de promotores de produtos sem qualificação técnica.
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