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Banco Central atualiza normas do FGC para fortalecer gestão de riscos

O Banco Central publicou a Resolução BCB nº 572, aprimorando critérios do FGC para elevar a segurança e restringir o uso agressivo da garantia.

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Foto: InfoMoney
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29/05 às 09:34 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A Resolução BCB nº 572 estabelece critérios mais rigorosos para o uso do FGC por instituições financeiras.
  • A norma disciplina o conceito de Ativo de Referência e aprimora o cálculo do Valor de Referência e do Patrimônio Líquido Ajustado.
  • As novas diretrizes visam impedir que bancos utilizem a garantia do fundo como ferramenta agressiva de captação de recursos.
  • A medida foi motivada pela necessidade de aumentar a segurança e a transparência no sistema financeiro, após casos como o do Banco Master.
  • As mudanças buscam mitigar riscos sistêmicos e assegurar a estabilidade do FGC como rede de proteção aos depositantes.

O Banco Central do Brasil publicou a Resolução BCB nº 572 com o objetivo de aprimorar a regulamentação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e fortalecer a gestão de riscos no sistema financeiro nacional. A medida estabelece diretrizes mais claras para o tratamento de informações das instituições, disciplinando o conceito de Ativo de Referência e promovendo ajustes técnicos no cálculo do Valor de Referência e do Patrimônio Líquido Ajustado. Além de elevar a precisão das métricas regulatórias, a norma impõe requisitos mais rigorosos para os bancos que utilizam a proteção do fundo, visando mitigar riscos operacionais e de mercado.

Adicionalmente, a resolução busca restringir o uso do FGC como estratégia agressiva de captação de recursos por parte das instituições financeiras. A decisão ocorre em um contexto de maior vigilância regulatória, impulsionada por episódios recentes, como o caso envolvendo o Banco Master, que levantaram debates sobre a dependência de certas instituições em relação à cobertura do fundo. Com essas alterações, o Banco Central reforça a transparência e a estabilidade do setor, assegurando que o FGC cumpra seu papel fundamental de rede de proteção aos depositantes em casos de insolvência, sem incentivar práticas de mercado que possam comprometer a solidez do sistema.

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