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Câmara aprova em primeiro turno PEC que propõe fim da escala 6x1

A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a PEC que reduz a jornada semanal para 40 horas e extingue a escala 6x1, com 472 votos favoráveis.

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Foto: InfoMoney
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27/05 às 12:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A PEC foi aprovada em primeiro turno com 472 votos a favor e 22 contra.
  • O texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso.
  • A nova regra entra em vigor 60 dias após a promulgação, com período de transição de 14 meses.
  • Trabalhadores com nível superior e salários acima de 2,5 vezes o teto do INSS estão excluídos das novas regras.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, articulou a votação rápida para acelerar o trâmite legislativo.
  • A proposta ainda precisa ser submetida a um segundo turno de votação na Câmara antes de seguir ao Senado.

A Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6x1. O texto recebeu amplo apoio dos parlamentares, registrando 472 votos favoráveis e apenas 22 contrários. A medida, que busca reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, foi pautada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, como parte de um esforço para agilizar a tramitação da matéria, que agora aguarda a votação em segundo turno antes de ser enviada ao Senado Federal. A nova legislação prevê a garantia de pelo menos dois dias de descanso semanal, preferencialmente aos domingos, entrando em vigor 60 dias após a promulgação. Para viabilizar a implementação, o texto estabelece um período de transição de 14 meses, permitindo que empresas e setores produtivos se adaptem às mudanças na carga horária. Contudo, o projeto traz exceções específicas: trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração superior a duas vezes e meia o teto do INSS não serão contemplados pelas novas regras. O debate legislativo, que vinha sendo marcado por intensas negociações sobre destaques e impactos em contratos de terceirização, avançou após o relator Leo Prates buscar ajustes que conciliassem as divergências entre a proteção laboral e a viabilidade operacional para pequenos empreendedores. A expectativa agora recai sobre a votação do segundo turno, necessária para confirmar a alteração constitucional e avançar com a pauta no Congresso Nacional.

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