O mercado financeiro brasileiro elevou, pela décima primeira semana consecutiva, a projeção para a inflação de 2026, que atingiu 5,04% e superou o teto da meta estabelecida pelo Banco Central. O pessimismo dos economistas reflete o impacto direto da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo e de alimentos, fatores que pressionam os custos dos combustíveis e a cadeia de preços interna. Apesar da incerteza geopolítica, os analistas mantiveram a expectativa para a taxa Selic em 13,25% ao final do período, enquanto a autoridade monetária mantém a taxa básica de juros atual em 14,5% ao ano. O cenário econômico também registrou ajustes marginais, com uma leve revisão para cima no crescimento do PIB, agora em 1,89%, e uma valorização projetada para o real, com o dólar estimado em R$ 5,17. A persistência da alta nos preços globais de energia permanece como o principal fator de risco para a política monetária doméstica, com o mercado atento ao próximo encontro do Copom, marcado para os dias 16 e 17 de junho.
Agência Brasil - EBC • 25 mai, 09:55
Folha de São Paulo - Mercado • 25 mai, 09:02
G1 - Economia • 25 mai, 08:29
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