Pressionada pela alta nos combustíveis, a inflação oficial brasileira supera o teto da meta pelo mercado financeiro pela 13ª semana seguida.
O mercado financeiro brasileiro revisou, pela décima terceira semana consecutiva, a projeção para o IPCA de 2026, que agora alcança 5,11%. O indicador supera o teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, refletindo a pressão inflacionária causada pelo encarecimento de combustíveis e alimentos. Esse cenário é diretamente influenciado pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que impacta os custos de importação e a cadeia de suprimentos global. Atualmente, o Banco Central mantém a taxa Selic em 14,5% ao ano, enquanto analistas projetam um encerramento do ciclo anual em 13,5%. O Comitê de Política Monetária (Copom) deve discutir os próximos passos da política monetária nos dias 16 e 17 de junho. Apesar da pressão inflacionária, a expectativa de crescimento do PIB para o ano apresentou uma leve alta, passando de 1,9% para 1,91%.
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