Mercado eleva projeção de inflação para 4,89% em 2026
Analistas do mercado financeiro aumentaram pela oitava semana consecutiva a estimativa de inflação para 2026, atingindo 4,89%, influenciados por fatores externos e internos.
Pontos principais
- A estimativa de inflação para 2026 subiu para 4,89%, marcando a oitava alta consecutiva e superando a meta do Banco Central.
- A guerra no Oriente Médio e o aumento do preço do petróleo são apontados como principais fatores de pressão inflacionária.
- A inflação oficial em março foi de 0,88%, com o acumulado em 12 meses atingindo 4,14%.
- A taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual pela segunda vez, para 14,5% ao ano.
- A projeção para o crescimento do PIB em 2026 permaneceu em 1,85%, com a estimativa para 2027 revisada para baixo.
Analistas do mercado financeiro elevaram pela oitava semana consecutiva a estimativa de inflação para 2026, que agora está em 4,89%, superando a meta de 3% (com teto de 4,5%) estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Os dados são do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, que compila as expectativas de mais de 100 instituições financeiras. A principal justificativa para essa revisão é a escalada da guerra no Oriente Médio e o consequente aumento do preço do petróleo, que pressionam os custos no Brasil, especialmente em transportes e alimentação. Em março, a inflação oficial foi de 0,88%, e o acumulado em 12 meses atingiu 4,14%.
Apesar do cenário de inflação crescente e das tensões internacionais, a taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual pela segunda vez, para 14,5% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) monitora o conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos na inflação, sem dar pistas sobre futuras decisões de juros. As projeções para o crescimento do PIB em 2026 mantiveram-se em 1,85%, enquanto a estimativa para 2027 foi revisada para baixo. A previsão para a cotação do dólar ao final de 2026 é de R$ 5,25.
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