Mercado eleva projeção de inflação para 2026 e prevê estouro da meta
Analistas do mercado financeiro aumentaram a estimativa de inflação para 2026 pela quinta semana consecutiva, projetando que o IPCA superará o teto da meta.
Pontos principais
- A projeção para o IPCA em 2026 subiu para 4,71%, ultrapassando o teto da meta de 4,5%.
- A guerra no Oriente Médio e a alta do preço do petróleo são os principais fatores para a pressão inflacionária.
- A inflação de março, de 0,88%, já refletiu o impacto do conflito e aumentos em transportes e alimentação.
- Apesar da revisão da inflação, a estimativa para a taxa Selic no fim de 2026 permanece em 12,50% ao ano.
- Os dados foram revelados pela pesquisa Focus do Banco Central.
Analistas do mercado financeiro elevaram a projeção de inflação para 2026 pela quinta semana consecutiva, indicando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve superar o teto da meta estabelecida. A nova estimativa para o IPCA é de 4,71%, acima do limite de 4,5% definido para o período. Os principais fatores apontados para essa revisão são a guerra no Oriente Médio e a consequente alta no preço do petróleo, que ultrapassou a marca de US$ 100 por barril. As tensões no Oriente Médio também são citadas como um fator para a possível revisão do ciclo de corte da Selic.
O impacto do conflito já foi sentido na inflação de março, que registrou 0,88%, impulsionada por aumentos nos preços de transportes e alimentação. Apesar do cenário inflacionário, o mercado mantém a expectativa de queda da taxa Selic para o fim de 2026, com a projeção em 12,50% ao ano, partindo da atual taxa de 14,75%. As estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 permaneceram em 1,85%, enquanto a taxa de câmbio para o fim do mesmo ano foi ajustada para R$ 5,37 por dólar. Esses dados foram revelados pela pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central.
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