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Câmara firma acordo para reduzir jornada de trabalho e extinguir escala 6x1

Governo e Câmara definiram cronograma de transição para jornada de 40 horas semanais sem redução salarial, com votação prevista para o final de maio.

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Foto: G1 Política
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25/05 às 06:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A Câmara dos Deputados e o governo federal firmaram um acordo para extinguir a escala 6x1 e reduzir a jornada para 40 horas semanais.
  • A transição prevê a redução para 42 horas em 60 dias após a promulgação e para 40 horas após 12 meses.
  • O texto garante a manutenção integral dos salários dos trabalhadores durante todo o processo de transição.
  • A votação do parecer na comissão especial da Câmara está agendada para o dia 27 de maio.
  • O governo federal planeja enviar um projeto de lei complementar para ampliar a capacidade de contratação de funcionários por MEIs.
  • Após a aprovação na comissão, a PEC precisará ser votada em dois turnos no plenário da Câmara e no Senado Federal.

A Câmara dos Deputados e o governo federal consolidaram um acordo para viabilizar a extinção da escala de trabalho 6x1, estabelecendo um cronograma escalonado para a redução da jornada laboral. Conforme o entendimento firmado, a carga horária semanal será reduzida de 44 para 42 horas em um prazo de 60 dias após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), alcançando o limite de 40 horas após o período de um ano. O texto assegura que não haverá redução salarial para os trabalhadores durante essa transição, medida que é central para a articulação política do governo junto aos parlamentares.

A votação do parecer na comissão especial, sob relatoria do deputado Leo Prates, está prevista para ocorrer no dia 27 de maio. Paralelamente às mudanças na jornada, o governo planeja encaminhar ao Congresso um projeto de lei complementar destinado a permitir que microempreendedores individuais (MEIs) possam contratar um número maior de funcionários, visando mitigar impactos no setor produtivo. Caso o parecer seja aprovado pela comissão, a proposta seguirá para dois turnos de votação no plenário da Câmara e, posteriormente, deverá tramitar pelo Senado Federal, mantendo o debate sobre o equilíbrio entre a qualidade de vida do trabalhador e a viabilidade operacional das empresas.

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