STF tem dois votos pela manutenção de prisões na Operação Compliance Zero
Ministros Luiz Fux e André Mendonça votaram pela continuidade das prisões de investigados por movimentações financeiras de R$ 18,4 bilhões.
Pontos principais
- Luiz Fux e André Mendonça votaram pela manutenção das prisões preventivas de Henrique e Felipe Cançado Vorcaro.
- Os investigados são pai e primo de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, alvo da Operação Compliance Zero.
- Relatórios do Coaf apontam movimentações atípicas de R$ 18,4 bilhões entre 2019 e 2026.
- A Operação Compliance Zero investiga crimes de fraude, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
- O julgamento na Segunda Turma foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, com prazo de 90 dias.
- O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para julgar processos relacionados ao Banco Master.
- As defesas dos investigados negam irregularidades e sustentam que as transações são legítimas.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) avançou no julgamento sobre a manutenção das prisões preventivas de Henrique e Felipe Cançado Vorcaro, alvos da Operação Compliance Zero. Com o voto proferido pelo ministro Luiz Fux, que acompanhou o relator André Mendonça, o tribunal acumula dois votos favoráveis à continuidade da custódia. Os investigados, que são pai e primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, são apontados pela Polícia Federal como figuras centrais em um esquema de crimes financeiros e lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 18,4 bilhões entre 2019 e 2026. O relator destacou que a liberdade dos investigados comprometeria as investigações e a ordem pública, tese contestada pelas defesas, que negam qualquer irregularidade nas condutas apontadas.
O julgamento, realizado em plenário virtual, foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que terá até 90 dias para analisar o caso. Paralelamente, o ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para atuar em processos relacionados ao Banco Master, retirando-se da análise deste caso específico. A investigação segue em curso, focada em desarticular o esquema de ocultação patrimonial e fraudes financeiras atribuídas aos envolvidos.
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